CELIO JOÃO PIRES
O Dilúvio:
Impactos de asteroides, extinções em
massa, as glaciações, a formação do
Atlântico e a Arca de Noé
1ª edição
Curitiba, PR
Edição do Autor
2019
O Dilúvio:Impactos de asteroides, extinções em massa, as glaciações, a formação do
Atlântico e a Arca de Noé
1ª edição - 2019: 1000 exemplares
Projeto Gráco: Alexandre Kretzschmar.
Capa: Michel Martins. Planus Design.
Diagramação: Alexandre Kretzschmar e Paulo Alexis Cortes Vasquez.
Orientações para formatação bibliograa: Silvana Beatriz Bueno (CRB 14/908)
Formatação referências bibliográcas: Claudina da Silva Alves.
Revisão: Sandra Maria Ramos Pires
IMPRESSO NO BRASIL / Printed in Brazil
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Pires, Célio João
O Dilúvio : Impactos de asteroides, extinções em massa, as glaciações,
a formação do Atlântico e a Arca de Noé / Célio João Pires. -- 1. ed. --
Curitiba, PR : Ed. do autor, 2019. 856 f.:il.: 30 cm.
Bibliograa.
ISBN: 978-85-924341-1-3
1. Arca de Noé 2. Bíblia e ciência 3. Catástrofes naturais 4. Ciências 5. Criacionismo
6. Dilúvio 7. Espécies em extinção 8. Evolução (Biologia) 9. Geologia
I. Título
19-23766 CDD - 551
Índices para catálogo sistemático:
1. Dilúvio relatado na Bíblia : Evidências históricas e cientícas : Geologia 551
Maria Paula C. Riyuzo - Bibliotecária - CRB - 8 / 7639
Crédito das imagens:
Imagem capa: Impacto de asteroide na Terra, criação artística Donald E. Davis, para a NASA;
Imagem contracapa: impacto em Chicxulub, criação artística, por Donald E. Davis - para NASA
– Commons Wikimedia;
Le Déluge. Musée de Beaux Arts de Nantes, por Leon Comerre (1850–1916), 1911, Wikipedia.
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Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução total ou parcial, incluídos textos, imagens e
desenhos, por qualquer meio, sem prévia autorização escrita do autor e, sujeitando o infrator às
penas da lei de violação do copyright. (Lei 9.610)
3
Dedico este livro:
Ao Criador que me estimulou, gosto de pensar, a compreender um dos maiores eventos da
história da humanidade e da Terra, o Dilúvio, conrmando a historicidade do relato bíblico e que
possa ajudar muitas outras pessoas a compreenderem e conarem na Sua Palavra.
À minha família de maneira geral, que sempre me apoiou em fazer esta pesquisa, e à mi-
nha esposa, Sandra, em particular, pelo apoio incondicional, sugestões e críticas, inclusive sendo
uma leitora e revisora da versão nal, que me ajudaram a crescer e enriquecer esta obra, e que
sempre vibrou comigo à cada nova descoberta.
À minha mãe, Noêmia Brasil, por sua intensa batalha em me estimular para os estudos e
ao trabalho, me permitindo chegar até este momento no tempo.
Ao meu amigo, irmão do coração e cunhado, Aldo Lucidoro Paes Martins, “tio Dido”, in
memoriam, um homem de paz e de bem, por mostrar a importância da família e dos amigos e
amigas, sempre nos recebendo em sua casa, com um grande sorriso nos rosto, em todas as datas
festivas, em comemorações familiares, nestes mais de 30 anos de convivência! Saudades até a
ressurreição!
Aos meus amigos e amigas de jornada, especialmente do Banco do Brasil, e aos demais,
que também me apoiaram nesta pesquisa, com perguntas instigantes, foi um prazer desfrutar a
existência ao lado de vocês, e que este conhecimento que compartilho, possa nos levar para a
eternidade!
4
O Dilúvio:Impactos de asteroides,
extinções em massa,
as glaciações, a formação do Atlântico e a Arca de Noé
Objetivos Gerais & Resumo.............................................................................6
Introdução.................................................................................................7
Capítulo 1 - O Dilúvio segundo a Bíblia...............................................................9
Capítulo 2 - A data da ocorrência do Dilúvio.........................................................10
Capítulo 3 - As teorias cientícas de extinções em massa – As seis extinções..................19
Capítulo 4 - As tradições dos povos sobre o Dilúvio – As evidências históricas..................21
Capítulo 5 - As evidências geológicas, paleontológicas e arqueológicas – Um
resumo de evidências....................................................................................26
Capítulo 6 – Evidências paleontológicas - A formação dos fósseis e das
extinções em massa......................................................................................35
Capítulo 7 - Evidências arqueológicas e paleontológicas da existência do homem antes do
Dilúvio......................................................................................................67
Capítulo 8 - Dinossauros, humanos e a Bíblia: Sua interação pós-Dilúvio.......................148
Capítulo 9 - O homem quase foi à extinção..........................................................180
Capítulo 10 - As eras geológicas e a coluna geológica..............................................183
Capítulo 11- O evento que deagrou o Dilúvio – As fontes do grande abismo e
as comportas do céu.....................................................................................206
Capítulo 12 - A camada atmosférica de vapor d’água e a chuva do Dilúvio.....................213
Capítulo 13 - Impactos de asteroides e o Dilúvio....................................................232
Capítulo 14 - Extinção em massa, impactos de asteroides, anomalias do metal
de irídio, outros marcadores de impactos e a formação da coluna geológica..................311
Capítulo 15 - As eras glaciais, o Dilúvio, e a monoglaciação......................................328
Capítulo 16 - O degelo glacial, o uniformitarismo, o catastrosmo e a ruptura
do Lago Missoula nos EUA...............................................................................363
Capítulo 17 - O Dilúvio, a Teoria da Tectônicas de Placas e Deriva Continental...............388
Capítulo 18 – A formação do Atlântico: suas causas e suas consequências......................433
Capítulo 19 – A formação do Atlântico e a queda geral do nível dos oceanos...................532
Capítulo 20 – O m da glaciação, aumento do nível dos mares e a submersão
de vestígios das primeiras civilizações pós-diluvianas..............................................546
5
Capítulo 21 – A Arca de Noé e as atuais espécies vivas..............................................555
Capítulo 22 – Crescimento demográco após o Dilúvio, a atual população da
terra, e os antediluvianos................................................................................595
Capítulo 23 – A Torre de Babel e as grandes migrações após o Dilúvio............................598
Capítulo 24 – Noé, seus descentes e as civilizações atuais.........................................608
Capítulo 25 – As migrações pós-Babel e as civilizações antigas avançadas.......................617
Capítulo 26 - O contato entre as civilizações das Américas com as da Europa
e da Ásia....................................................................................................652
Capítulo 27 - Atlântida e a herança de Noé...........................................................673
Capítulo 28 - Os deuses míticos e os lhos de Noé e a degradação da
religião do Gênesis........................................................................................683
Capítulo 29 - Civilizações avançadas convivendo com outras consideradas
primitivas, no passado e ainda hoje....................................................................688
Capítulo 30 - O Dilúvio, os lhos de Noé, suas esposas, a humanidade atual e
a genética..................................................................................................692
Conclusão: o m da Teoria da Evolução e a necessidade de se reescrever a
história humana após o Dilúvio.........................................................................700
Agradecimentos...........................................................................................717
Referências bibliográcas...............................................................................718
Referências das guras..................................................................................810
Referências das Tabelas.................................................................................855
6
Uma nova verdade cientíca não triunfa convencendo seus oponentes e fazendo com
que vejam a luz, mas porque seus oponentes nalmente morrem [sic] e uma nova
geração cresce familiarizada com ela. Max Planck
56
.
Demonstrarei, apresentando evidências históricas, geológicas, paleontológicas, arqueo-
lógicas e genéticas, de que o Dilúvio relatado na Bíblia foi um evento mundial - e não uma
inundação local -, que destruiu a civilização de então, exterminando tanto as plantas quanto
os animais – e o seu meio-ambiente -, numa única e grande extinção em massa da história
da Terra, sepultando-os nas enormes quantidades de sedimentos, que uma inundação dessa
magnitude geraria.
Para tanto, é essencial a demonstração da existência de extinções em massa de animais
e plantas sepultados em camadas sedimentares; a existência de sedimentação em escala
global, provocada por água; a existência de restos de civilizações antigas, sepultadas nos
mesmos sedimentos em que estão os animais pré-históricos, não explicados pela história
convencional; e evidências da convivência do homem com os dinossauros.
Apresentarei, também, a causa física – o evento deagrador - deste evento catastró-
co, bem como as suas consequências diretas sobre a geologia, clima e história da Terra, bem
como analisarei a questão do tamanho da Arca e sobre quantos animais vieram nela. Além
disso, apresentarei as evidências de que os povos espalhados pelo mundo atual, tiveram ori-
gem única: a família de Noé, mantendo a sua história, nas tradições dos povos mais antigos
do planeta.
Esta coleta de dados e informações em diversas áreas da Ciência, aqui denida como o
conhecimento humano acumulado e organizados de forma lógica e respeitando as leis físicas,
nos dará, não só o modelo cientíco do Dilúvio Universal, mas também a sua conrmação
cientíca.
É o que demonstrarei!
Palavras-Chave: Dilúvio; Arca de Noé; Asteroides: impactos; Extinção em massa; Gla-
ciações; Formação do Atlântico; Fósseis; Dinossauros; Arqueologia; Paleogeograa,
Paleoclimatologia; Paleoecologia; Biologia Histórica; Evolução.
Keywords: Flood; Ark of Noah; Asteroids: impacts; Mass extinction; Glaciations; For-
mation of the Atlantic; Fossils; Dinosaurs; Archeology; Palaeogeography; Palaeoclima-
tology; Palaeoecology; Palaeoworld; Historical Biology; Evolution.
Ojetivos gerais & Resumo.
7
Por séculos a história do Dilúvio e da Arca de Noé tem despertado a curiosidade dos
homens. Alguns a têm como um relato histórico verdadeiro, outros a consideram como mais
uma lenda bíblica, outros teorizam que tal evento foi um acontecimento local e não global,
e outros ainda a desconhecem. Qual a verdade que repousa acima dessas concepções? Lenda
ou fato histórico?
Convém destacar que tratarei o Dilúvio como um modelo cientíco, não como postu-
lado ou hipótese. Sendo que modelo cientíco é “entendido como resultado do processo de
produzir uma representação abstrata, conceitual (...), de fenômenos, sistemas ou processos
com o propósito de analisar, descrever, explicar, simular - em geral, explorar, controlar e
predizer estes fenômenos ou processos. Considera-se que a criação de um modelo é uma
parte essencial de qualquer atividade cientíca”
1396
, ou ainda, “um modelo cientíco pre-
tende representar objetos empíricos, fenômenos e processos físicos em um caminho lógico e
objetivo”
1397
(tradução minha).
O Dilúvio, conforme narrado na Bíblia, foi de extensão mundial, destruindo toda a ci-
vilização então existente, o meio ambiente e os animais, sobrevivendo apenas aqueles que
estavam na Arca de Noé.
Existem várias declarações de cientistas de diversas áreas, que nos dizem que o Dilúvio
citado na Bíblia foi uma inundação dos rios Tigre ou Eufrates, ou os dois juntos, ou ainda, a
hipótese mais recente, resultado do rompimento de um dique natural, no Estreito de Bósforo
(na Turquia), com invasão das águas do Atlântico no que hoje é o Mar Negro, elevando as
águas deste último e desalojando os povos ali residentes nas suas margens, e inundando as
suas cidades, o que poderia ter dado origem às lendas do Dilúvio.
Tais hipóteses não serão aqui consideradas, pois não preenchem os requisitos que a
Bíblia estabelece, como apresentarei mais à frente.
O que demonstrarei, com esta revisão histórica dos dados disponíveis, é que o Dilúvio
descrito na Bíblia foi um evento global de extinção em massa da vida na Terra, ocasionada
por água e os sobreviventes, trazidos na Arca de Noé, tanto humanos quanto animais, repo-
voaram o planeta.
O Dilúvio foi um efeito fundador ou gargalo nas espécies vivas, geneticamente falando.
A Idade Glacial foi uma consequência direta desse evento cataclísmico e a formação do
Oceano Atlântico foi posterior e derivada do abalo das estruturas geológicas da Terra.
E é possível, que a Arca utilizada para preservar a vida, ainda exista, encravada numa
geleira de montanha no Monte Ararat, na atual Turquia, a mais de 4 mil metros de altura.
O método de pesquisa utilizado por mim é o método histórico-cientíco chamado de
Método das Múltiplas Hipóteses Concorrentes (MHC), ou Método da Inferência para a Melhor
Explicação
863
.
É um estilo de raciocínio de investigação forense
1393
, diferente da pesquisa experimen-
tal, de bancada, em laboratórios.
Neste método se busca estabelecer as causas de eventos passados na história da Terra,
dos povos ou da vida.
Segundo Meyer
863
, “o raciocínio parte das pistas deixadas para trás a partir das evidên-
cias que temos diante de nós, e volta para as causas prováveis ou possíveis que possam ex-
plicar o que produz vida, em primeiro lugar ou que produziu vida animal, ou o que produziu
essas pistas que estão diante de nós” (tradução minha), referindo-se à origem da vida, que
é um processo ou evento histórico.
Meyer, em sua “pesquisa de doutorado, sobre as características lógicas e metodológicas
das ciências históricas”
863, 1394
, destaca que as disciplinas que tratam de eventos passados,
como biologia evolutiva, geologia histórica, arqueologia, e eu acrescento, paleontologia,
“revelam um padrão distinto de investigação que contrasta marcadamente com as ciências
não históricas, como ramos da química, física ou biologia (...)”
863
(tradução minha).
Segundo sua análise, a forma de abordagem histórica, ou ciências históricas, como ele
Introdução.
8
chama, se distinguem das disciplinas cientícas, não históricas, em virtude de três caracte-
rísticas
863
, a seguir (tradução minha):
1. O interesse histórico ou perguntas que motivam os seus praticantes:
Aqueles nas ciências históricas geralmente procuram responder a perguntas da
forma “O que aconteceu?” ou “O que causou esse evento ou esse recurso natu-
ral?” Por outro lado, aqueles nas ciências nomológicas ou indutivas geralmente
abordam questões da forma “Como a natureza normalmente opera ou funciona?”
2. Os tipos de inferência distintamente históricos usados: As ciências his-
tóricas usam inferências com uma forma lógica distinta. Ao contrário de muitas
disciplinas não-históricas, que tipicamente tentam inferir generalizações ou leis
de fatos particulares, as ciências históricas fazem o que CS Peirce chamou de
“inferências abdutivas”
1395
a m de inferir um evento passado a partir de um fato
ou pista presente. Essas inferências também têm sido chamadas de “retroditivas”
porque são temporalmente assimétricas, ou seja, buscam reconstruir condições
ou causas passadas a partir de fatos ou pistas presentes. Por exemplo, os deteti-
ves usam inferências abdutivas ou retroditivas para reconstruir as circunstâncias
de um crime após o fato. Ao fazê-lo, eles funcionam como cientistas históricos.
Como Gould colocou, o cientista histórico procede “inferindo a história de seus
resultados.”
3. Os tipos de explicações distintamente históricos usados: nas ciências his-
tóricas, encontramos explicações causais de eventos particulares, não descrições
nomológicas ou teorias de fenômenos gerais. Nas explicações históricas, eventos
causais passados, não leis, fazem o trabalho explicativo primário. (...)
Além disso, as ciências históricas compartilham com muitos outros tipos de
ciência uma quarta característica.
4. Métodos indiretos de teste, como inferência para a melhor explicação:
Como discutido anteriormente, muitas disciplinas não podem testar teorias por
observação direta, previsão ou experimento repetido. Em vez disso, o teste deve
ser feito indiretamente através da comparação do poder explicativo das teorias
concorrentes
863
.
Além do método histórico-cientíco acima descrito, utilizarei nesta minha revisão do
conhecimento acumulado sobre o Dilúvio, que considero como um evento histórico global,
como fonte de informações: livros relativos ao tema, de abordagem criacionista ou não, en-
ciclopédias, revistas, artigos cientícos, notícias sobre descobertas cientícas ou históricas
relativas ao tema, buscando identicar o artigo original de que se trata, para aprofundar as
informações, vídeos, documentários cientícos para televisão e até lmes, que permitam
vislumbrar cenários catastrócos, construídos cticiamente, mas eventualmente similares
ao que pode ter ocorrido nesse evento global.
9
O relato bíblico da grande catástrofe, chamada de Dilúvio, começa no capítulo 6, verso
5 e segue até o nal do capítulo 8, do livro do Gênesis
1
.
Devido à maldade do homem daquela época, o Criador resolveu destruir todos os seres
vivos de sobre a Terra. Mas para que a humanidade, bem como os animais não fossem com-
pletamente destruídos, Ele dá instruções a Noé, um homem justo pelos padrões de Deus,
para que construa uma Arca - uma grande caixa retangular - de madeira para preservar a
vida sobre a Terra.
Depois de concluída a embarcação, cujas medidas Deus fornecera a Noé, novas instru-
ções foram dadas com respeito à alimentação, ao número e tipos de animais que deveriam
ser preservados. Em seguida é dada ordem para que entrem na Arca, Noé e sua esposa, bem
como seus três lhos e respectivas esposas - 8 pessoas ao todo.
Noé entrou na Arca sete dias antes de começar o Dilúvio - isso ocorreu quando ele tinha
alcançado a idade de 600 anos -, no dia 10 do segundo mês (Gênesis capítulo 7, verso 11), e
o Dilúvio começou no dia 17 do mesmo mês. A chuva torrencial que se seguiu durou 40 dias
(Gênesis capítulo 7, verso 12), e as águas subiram durante mais 150 dias, cobrindo a terra,
acima dos montes mais altos (Gênesis capítulo 7, verso 24)
1
.
Deus envia um vento sobre a terra e as águas começam a baixar e no sétimo mês, no dia
17 do mês, a Arca pousa sobre os montes de Ararat (Gênesis capítulo 8, verso 4)
1
.
Os cumes
das montanhas apareceram, no primeiro dia, do décimo mês - quase três meses depois (Gê-
nesis capítulo 8, verso 5)
1
.
Quarenta dias mais tarde Noé envia um corvo (Gênesis capítulo 8, verso 6), e por três
vezes seguidas soltou uma pomba, e no ano 601 de sua vida, no vigésimo sétimo dia do segun-
do mês - mais de um ano depois - a terra estava seca e ele saiu da Arca com seus familiares
e com os animais (Gênesis capítulo 8, versos 14 a 22)
1
.
O mundo e seu meio-ambiente agora era outro.
Deus lhe promete que enquanto durar a Terra não haverá outro Dilúvio para destruí-la.
E, como símbolo dessa promessa o Arco-Íris passou a brilhar, pela primeira vez no céu (Gêne-
sis capítulo 9, versos 13 a 19)
1
.
Ao longo da pesquisa, você se inteirará de detalhes sobre esse evento constante na
narrativa histórica do Gênesis.
Você pode ver a narrativa total em sua Bíblia, ou pode adquirir uma aqui
1398
e aqui
1399,
caso não possua.
Capítulo 1 - O Dilúvio segundo a Bíblia.
10
A Bíblia nos permite calcular a idade aproximada da Terra, após a sua criação por Deus,
e, conforme calculou o arcebispo irlandês James Ussher
287
(1581-1656), como tendo ocorrido
no ano 4.004 a.C., e apresentada em sua imensa obra de pesquisa histórica, de 1.600 pági-
nas, escrita em latim, publicada no ano de 1.600 d.C.
Uma tradução para o inglês de seu livro, com o título The Annals of the World
116
, foi fei-
ta em 1658, dois anos após sua morte, e, recentemente foi traduzida para o inglês moderno
e republicado em 2003, nos Estados Unidos, com 960 páginas
117
.
Um pequeno resumo da imensa pesquisa de Ussher pode ser lido aqui
116
.
Figura 1: Capa da edição moderna de The
Annals of the World, de James Ussher.
Créditos: USSHER, 2003.
Da mesma forma, é possível obtermos a data da ocorrência do Dilúvio, segundo a Bíblia.
Ressalto que o Dilúvio, não durou apenas 40 dias, como normalmente as pessoas imagi-
nam, mas 377 dias, mais de um ano!
Esse acontecimento, segundo a Bíblia (Gênesis: capítulo 5)
1
, ocorreu 1.656 anos de-
pois da Terra ser criada e 2.348 anos antes do nascimento de Cristo (considerando a data
da criação calculada por James Ussher (1581-1656), como tendo ocorrido em 4.004 a.C., e,
subtraindo-se 1656 de 4004, chega-se a 2.348 a.C. James Ussher usou o texto massorético,
para fazer seus cálculos
287
.
Este período é obtido somando-se as idades dos descendentes de Adão, inclusive o pró-
prio, quando eles tiveram o primeiro lho, conforme tabela a seguir:
Capítulo 2 - A data da ocorrência do Dilúvio.
11
TABELA 1: Idade da geração do primeiro lho do patriarca pelo texto Massorético.
Créditos: Autor
Destaco que tais cálculos são baseados na versão da Bíblia que utiliza como fonte do
texto hebraico, a versão massoreta, que é a versão ocial para a Tanak do judaísmo moderno
e para as versões atuais católicas e protestantes do Velho Testamento
118
.
Por outro lado, existe também, a versão grega da Bíblia, chamada de Septuaginta, ou
versão dos LXX. “Essa tradução grega do texto original hebraico foi composta no século III
a.C. por eruditos judeus na metrópole egípcia de Alexandria. 72 escribas teriam trabalhado
nela, daí o nome Septuaginta (=70) ou LXX”
119
.
A Septuaginta apresenta divergência, para maior, em relação a versão massoreta, re-
lativa às datas de nascimento do primeiro lho dos patriarcas antes do Dilúvio, conforme
tabela a seguir, colocando a data da criação da Terra em 5.490 a.C. e não 4.004 a.C., como a
obtida na versão massoreta. Com isso a data da ocorrência do Dilúvio também muda, passan-
do para 3.228 a.C. (2.348+880 = 3.228 anos), e 2.242 anos após a criação de Adão, incluído
mais 100 anos até o Dilúvio. Uma diferença de 880 anos a mais, em relação à 2.348 a.C.
(cálculo de Ussher). Em relação à idade da Terra, essa diferença chega a 1.486 anos a mais
119
.
Nesse caso a idade da Terra, em 2.018 d.C., de acordo com o calendário judaico
120
, é
de 6.014 anos, na versão massoreta, que o povo israelense usa. Calculada pela versão da
Septuaginta, a idade da Terra chega a 7.480 anos, após a criação, ressalto, do seu meio am-
biente habitável, pois o corpo planetário em si, é muito mais antigo do que isso.
TABELA 2: Comparativo de idade de nascimento do primeiro lho versões massoreta e LXX.
Créditos: o autor.
12
Dadas as divergências apontadas entre o texto massorético e o texto grego, da Septua-
ginta, a decisão para uma ou outra data da ocorrência do Dilúvio, pode parecer uma questão
de preferência pessoal, não obstante haver uma clara delimitação do período em que ele
ocorreu, entre 2.348 a.C. e 3.228 a.C., mas minha melhor inferência e a de outros pesqui-
sadores, é que a Septuaginta está correta em relação a este aspecto. Até porque o texto
massoreta foi alterado propositadamente, segundo o que descobri, e que você poderá ver
referência sobre isso mais à frente.
Você pode ver mais detalhes sobre as divergências entre as versões Massoreta e Septua-
ginta (LXX) da Bíblia, no Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, aqui
75
.
Nos comparativos on-line na internet, entre os textos Massoretas e da Septuaginta, ca-
pítulo 5 do Gênesis, aqui
78
, e do capítulo 11 do Gênesis, aqui
79
.
Alexander Vom Stein
119
, tratando dessas discrepâncias entre as versões nos diz:
Infelizmente existem diferenças bastante grandes entre os dados numéricos dos dois
manuscritos mais importantes do Antigo Testamento – o texto massorético hebraico e
a Septuaginta grega. Embora as duas fontes não apresentem diferenças importantes
no geral, há uma grande divergência entre elas justamente nos dados genealógicos
contidos em Gênesis 5 e 11. Geralmente dá-se mais crédito ao texto dos massoretas
porque a transmissão e a revisão do texto foram feitas com incrível precisão e cuida-
do. No caso dos anos, entretanto, alguns tendem a acreditar mais na Septuaginta
119
.
Uma decisão denitiva, só será possível se forem encontrados os textos originais do
Pentateuco, escritos por Moisés, e armazenados ao lado da Arca Da Aliança, conforme suas
instruções. A Arca foi perdida, por ocasião da invasão de Jerusalém, pelos babilônicos, em
586 a.C., pelo rei Nabucodonosor
121
. Caso esses livros fossem encontrados, não restaria dúvi-
da sobre as datas registradas por Moisés.
Outras ocorrências também permitem que se estabeleça um limite superior, ou uma
data-limite, para a ocorrência do Dilúvio, conforme apresentarei nos tópicos seguintes.
O Início do Calendário Maia
Poucos povos no mundo possuem um sistema de calendário, iniciado desde a sua ori-
gem como povo. O caso dos maias é um desses exemplos, cujo calendário começa com a
destruição de um mundo anterior e a criação do povo Maia.
De acordo com o calendário Maia, o início da era atual, se deu em 11 de agosto de
3.114 a.C., de acordo com o calendário gregoriano proléptico, ou em 6 de setembro de 3.113
a.C., de acordo com o calendário juliano. Essas correlações da contagem longa dos maias e
os calendários ocidentais, é aceita pela “grande maioria dos pesquisadores Maias (conhecida
como a correlação GMT)”
122
.
Temos assim o mito da criação do povo Maia, precedido da destruição de um mundo e
de uma civilização anterior, pelos deuses Maias! Esse mito, na minha visão, é compatível com
a destruição da civilização e do mundo anterior, pelos deuses, semelhantemente, ao que o
Dilúvio fez, conforme narrado na Bíblia, executado por Deus.
A data inicial do calendário maia, 3.114 a.C., está dentro das datas mínimas e máximas,
obtidas com os cálculos feitos com o texto Massorético e com a Septuaginta, como sendo a
data do Dilúvio, entre 2.348 a.C. e 3.228 a.C. Se aproximando mais da data-limite do texto
da Septuaginta.
Outras civilizações, que ainda existem, também possuem calendário que remontam às
suas fundações, é o caso da civilização chinesa, por exemplo.
O Início do Calendário Chinês
O calendário chinês é um dos mais antigos registros cronológicos que se conhece, e nes-
te ano de 2.015 (a partir de fevereiro)
123
, corresponde ao ano 4.713 desse calendário, o que
coloca o seu início em 2.698 a.C.
Assim, 2.698 a.C, o início do calendário chinês, também se situa entre as datas obtidas
13
com o texto Massorético e com a Septuaginta, com a data do Dilúvio situando-se, entre 2.348 a.C.
e 3.228 a.C.
A Cidade mais antiga, da mais antiga dinastia da China – Cultura Liangzhu
Em 04.12.2007, foi noticiada a descoberta da mais antiga cidade da China, que pode ser
a mais antiga capital da mais antiga dinastia chinesa, localizadas na província oriental de Zhe-
jiang
124
.
A cultura Liangzhu
125
, segundo os arqueólogos, existiu entre 3.400 a.C. e 2.250 a.C., e a
idade da cidade encontrada, situa-se entre 2.000 a.C. e 3.300 a.C., também em acordo com as
idades limites da ocorrência do Dilúvio.
Outra cultura extremamente antiga, a dos faraós do Egito, também nos permite estabelecer
uma data-limite para a origem dessa civilização, bem como para a data do Dilúvio.
O Início dos Faraós no Egito
A civilização egípcia, também é uma evidência indireta, por ser uma das mais antigas do
mundo, e seu passado remonta, no caso do período pré-dinástico
126
, a 3.100 a.C., podendo chegar
a 4.000 a.C.
Destacando-se que a cultura Sheikh Muftahse desenvolveu entre 3.800-2.900 a.C. (idade
estimada com base em quatro datas obtidas com o método de datação Carbono-14).
Considera-se que a primeira dinastia, segundo estimativas, começa em 3.200 a.C., esten-
dendo-se até 2.778 a.C. (existindo variações de datas de acordo com as fontes consultadas)
127
.
Mas datações efetuadas com 211 amostras de arte egípcia, sementes, cestos, têxteis, plan-
tas e frutas, permitiu aos cientistas concluir que o Império Antigo, e que o reino de Djoser, a Velha
Dinastia, começou entre 2691 e 2525 a.C.
80
.
A data estimada do início da primeira dinastia, 3.200 a.C., encontra-se perto do limite su-
perior, calculado pelo texto da Septuaginta, de 3.228 a.C., também compatível com a data do
Dilúvio.
As datas mais antigas, são estimativas, algumas delas amparadas pelo método de datação
Carbono-14, que considero como não precisa, pois quanto mais antiga for a data obtida, mais di-
fícil é que seus pressupostos sejam corretos, dado que não é possível demonstrar a relação exata
entre as quantidades de Carbono-12 e Carbono-14, disponíveis na atmosfera, naquela época, ba-
seado nas quantidades de carbono 12/14 inferidas antes da Era Industrial.
Data da construção da Grande Pirâmide
Outra evidência indireta sobre os limites de data para a ocorrência do Dilúvio, e baseada em
outra grande construção, muito conhecida, e que faz parte do conjunto de pirâmides do platô de
Gizé, é a Grande Pirâmide de Queóps, ou Khufu, sendo a maior das três pirâmides. “Acredita-se
ter sido construída para ser a tumba do Faraó Quéops da quarta dinastia, cujo reinado se estendeu
de 2551 a 2528 a.C. (século XXVI a.C.)”
124
.
Figura 2: Grande Pirâmide de Gizé.
Créditos: WIKIPEDIA, 2016.
14
A data atribuída à quarta dinastia (2.551 a 2.528 a.C.), também está dentro das datas mí-
nimas e máximas obtidas para o Dilúvio, com os cálculos feitos com o texto massorético e da
Septuaginta.
Outro aspecto interessante, é que o posicionamento das três pirâmides no platô de Gizé,
assemelha-se à conguração das três estrelas do cinturão do Caçador, a constelação do Órion. Tal
constelação estava associada ao deus Osíris
125
, cultuado pelos egípcios daquela época.
Com base nessa teoria, em que a disposição das pirâmides representava parte da constela-
ção do Órion, no caso, o Cinturão do Caçador, buscou-se vericar, astronomicamente, se essa ideia
possuía algum fundamento.
Encontrei na página “Estatísticas da Grande Pirâmide”
132
, um resumo das observações as-
tronômicas vinculadas às galerias e alinhamentos diversos observados na Grande Pirâmide, que
se fossem casuais, não se repetiriam, e que apontam para a data de 2.450 a.C., como sendo a
data em que a construção da Grande Pirâmide estava sendo feita, não obstante a colocar fora do
período da quarta dinastia.
Por exemplo: O eixo sul da Câmara do Rei, apontou para a estrela Al-Nitak (estrela zeta da
constelação do Órion), por volta de 2.450 a.C.
O eixo norte, por sua vez, apontou para a estrela Alpha Draconis (estrela alfa da constelação
do Dragão), também por volta de 2.450 a.C.
No caso da Câmara da Rainha, o eixo sul apontou para a estrela Sirius, associada à deusa
egípcia Isis, também por volta de 2.450 a.C. e o eixo norte, apontou para estrela Ursa Maior, tam-
bém por volta de 2.450 a.C.
Por outro lado, a orientação da pirâmide permitia que os raios luminosos da estrela Sírio, ao
passar pelo meridiano, penetrassem na câmara existente no seu núcleo por meio de um con-
duto, no momento em que se anunciava o princípio do ano egípcio e o início das inundações
do rio Nilo, como a luz da estrela Polar entrava pelos condutos do norte
131
.
Encontrei, logo que iniciei os estudos sobre este assunto, há mais de 30 anos atrás, um pe-
queno livro de astronomia
134
, que também tratava da data da construção da Grande Pirâmide de
Quéops, baseada em observação astronômica:
(...) a Grande Pirâmide de Quéops tem um corredor principal orientado na direção em que
se achava o polo norte celeste nessa época. O eixo da Terra descreve um movimento de
precessão (como o de um pião) de modo que o polo norte celeste – isto é, o ponto no céu
diretamente vertical com relação ao polo norte terrestre – descreve um círculo no céu, num
período de cerca de 26 mil anos. A estrela que se encontra mais perto do polo norte celeste
é conhecida como a <estrela polar>. Atualmente é a estrela alfa da Ursa Menor; há 4.500
anos, segundo a Grande Pirâmide, era a estrela Thuban da constelação do Dragão
134
.
Fazendo os cálculos para se obter a data da construção da Grande Pirâmide, baseado em
1970, ano da confecção do referido livro de astronomia, obtive da data de 2.530 a.C., dentro da
data-limite relatada inicialmente para o Dilúvio.
Ressalto que nem todas as datas obtidas com referência à Grande Pirâmide são concordantes
entre si, devido, principalmente, à precisão ou imprecisão matemática/astronômica com que são
calculadas.
15
Figura 3: Grande Pirâmide x apontamentos para as estrelas de Órion.
Créditos: ÓRION, 2015.
Na minha opinião, uma data astronômica, obtida para a construção da Grande Pirâmide, tem
maior validade, em termos de data de construção, do que estimativas históricas, que atribuem a
sua construção à quarta dinastia (nesse caso a quarta dinastia deveria ser deslocada para período
mais recente – ou mais longo - para incorporar a data da construção da Grande Pirâmide!
O posicionamento das pirâmides de Gizé, associadas à constelação de Órion, particularmen-
te ao cinturão do Caçador, também é chamada de Teoria da Correlação Órion
133
.
A teoria da Correlação de Orion é uma hipótese em egiptologia cujo clamor central é que
existe uma correlação entre a localização das três maiores pirâmides de Gizé e as três
estrelas centrais da constelação de Orion, e que esta correlação foi intencional pelos cons-
trutores das pirâmides. Dependendo da versão da teoria, pirâmides adicionais poderiam ser
incluídas para completar a representação de Orion, e o rio Nilo entraria como a marcação
da Via Láctea. A teoria foi colocada pelo escritor belga Robert Bauval em 1995, e é rejeitada
pela maioria dos egiptologistas
133
.
A rejeição da teoria pelos egiptólogos é compreensível, pois implicaria em rever todas as
datas atribuídas às dinastias de faraós egípcios.
Maiores detalhes sobre a Teoria da Correlação Órion e suas críticas, podem ser obtidas
aqui
132, 133
.
As Sequoias Gigantes
128
e a data do Dilúvio
Outra evidência indireta que nos permite estabelecer limites para a data da ocorrência do
Dilúvio, é a idade das árvores mais antigas do planeta, as sequoias gigantes
128
.
As árvores são os organismos que mais vivem na Terra, não sendo possível estimar seu perío-
do de vida, que é terminado apenas de forma externa, incêndios, raios, pragas. Elas não morrem
de velhice!
As idades calculadas para as sequoias, que vivem no oeste da Califórnia, nos EUA, demonstra
que são os exemplares mais antigos da Terra, não se sabendo o motivo por que as mais antigas têm
“apenas” 3.200 anos de idade. Elas são abundantes no registro fóssil, por todo o mundo, mas hoje
se limitam às montanhas, no oeste da Califórnia
128
.
A mais velha sequoia conhecida possui 4.650 anos de idade
129
e se encontra no Parque Nacio-
nal da Sequoia, na Califórnia, ou seja, nasceu em 2.635 a.C., tomando como base no ano 2.015.
Os pesquisadores cam confusos com essa limitação de idade dessas gigantescas árvores,
pois elas deveriam ser muito mais velhas que isso, dada as características que possuem. Algum
16
evento no passado extinguiu as sequoias no mundo todo, e quando ressurgiram, limitaram-se
geogracamente às montanhas da Califórnia. Que evento foi esse? Os pesquisadores não sabem!
A idade da mais velha sequoia, é também compatível com a data da ocorrência do Dilúvio,
permitindo-nos, inclusive, considerar, que essa é data mais próxima da realidade possível. Pois
logo após as águas do Dilúvio recuarem, as sementes começaram a germinar, chegando nas árvo-
res que temos hoje. Tais idades são calculadas pela contagem dos anéis de crescimento das árvo-
res, na base de um por ano (tal método de datação chama-se dendrocronologia).
Figura 4: Grizzly Giant, em Mariposa Grove no Yosemite National Park. Sequoia. Se-
quoiadendron giganteum. Para ter uma noção da escala, observe as pessoas próximas
à árvore.
Créditos: MURPHY, 2005.
17
Os Pinheiros Bristlecone: o Prometheus, o Matusalém das árvores
Mais uma evidência é acrescentada às anteriores, quando em 1.964 um pinheiro Bristlecone
(Pinus longaeva), que vivia perto da linha verde do Pico Wheeler, no leste de Nevada (EUA), foi
cortado para estudos, e depois se descobriu que ele tinha pelo menos 4.862 anos de idade
130
, ou
seja, começou a crescer em 2.898 a.C., tomando por base 1.964, ano em que foi cortado!
Não obstante ser mais velho em 263 anos do que a mais velha sequoia conhecida, ainda está
dentro da data limite para a ocorrência do Dilúvio, calculada pela Septuaginta, de 3.228 a.C.
Resumo das evidências observacionais – Capítulo 2 - A data da ocorrência do Dilúvio
Constatei e relatei, as datas apresentadas pela Bíblia, no livro do Gênesis, e que as duas
versões utilizadas – o texto Massorético e o texto da Septuaginta, possuem informações divergen-
tes sobre as idades de geração do primeiro lho, dos patriarcas antediluvianos, sem método de se
descobrir qual dados correspondem ao texto original. Uma diferença total de 880 anos.
Buscando tentar esclarecer qual a melhor versão para se calcular a data do Dilúvio, encon-
trei comparações entre o texto Massorético e a Septuaginta
98, 135
, bem como encontrei a história
da origem da Septuaginta, a The Alexandrian Septuagint History
163,
e, também a informação, no
tópico The Ancient Chronology (referência anterior), que apresenta que a Septuaginta, versão
grega do Antigo Testamento, traduzida do hebraico, estava em uso desde 282 a.C., até 325 d.C.,
mas encontrou sérios problemas para continuar existindo, devido às ordens do Imperador Cons-
tantino, converso ao cristianismo.
Por m, descobri, e recomendo leitura dos motivos da divergência das idades das genealo-
gias dos patriarcas, em The Alexandrian Septuagint History, da referência acima, o tópico The
Genealogy Differences in the Masoretic, Alexandrian LXX and Samaritan Pentateuch, ou, As dife-
renças de genealogia no Massorético, Alexandria LXX e Pentateuco Samaritano (tradução minha),
aqui
166
, que se você tiver interesse em conhecer só consultar o link externo referenciado.
É minha melhor inferência, de que o texto da Septuaginta, no que diz respeito às genealo-
gias dos patriarcas, antes e após o Dilúvio, representa adequadamente os originais escritos por
Moisés, e que o texto massorético, base das Bíblias ocidentais, sofreu alterações propositais nas
datas dos nascimentos dos primeiros lhos dos patriarcas, pelas razões expostas no The Alexan-
drian Septuagint History, das referências acima, e nos hiperlinks internos do texto referenciado.
Eu z os cálculos sobre a idade da Terra e da ocorrência do Dilúvio, comparando as cronoge-
nealogias da Septuaginta e do texto Massorético, mas também encontrei uma análise meticulosa,
que além de incluir essas versões da Bíblia, incluiu também o texto Samaritano
259
.
O trabalho de Chris Hardy e Robert Carter, demonstrou, pela cronologia da Septuaginta que
a Terra tem no máximo 7.680 anos e no mínimo 7.336 anos, no caso, a idade de seu meio am-
biente habitável. O corpo planetário em si, é muito mais antigo do que isso. Também calcularam
a data do Dilúvio, sendo a máxima em 3.386 a.C. e a mínima em 3.171 a.C.
Pela cronologia do texto Massorético, a idade da Terra máxima é de 6.357 anos, e a mínima
6.142 anos, e para o Dilúvio a data máxima de 2.646 a.C e a data mínima em 2.431 a.C.
Eles também calcularam o limite da imprecisão das geocronologias, entre as versões Mas-
soreta e da Septuaginta, que é limitada, livre de lacunas, e é de apenas 308 anos. A metodologia
utilizada, na minha opinião, é adequada.
Assim, não se pode dizer, genericamente, que a idade da Terra (seu meio ambiente habitá-
vel) é de cerca de 10 mil anos, pois as cronologias não autorizam tal armação. Pode se dizer que
a idade da Terra é de no máximo 7.680 anos (eu calculei 7.480 anos), pela cronologia do texto da
Septuaginta e, no mínimo, de 6.142 anos, pela cronologia do texto Massorético.
Longe de se constituir um grande problema, o resultado é que existe uma data-limite para
a ocorrência do Dilúvio, cando entre 3.386 a.C. (Septuaginta) e 2.431 a.C. (Massoreta). Um cál-
culo retroativo com as genealogias, nos fornece a data da 2.520 a.C. Só o texto original poderia
esclarecer a dúvida.
Apresentei também outras evidências indiretas, que apoiam essa data-limite, como o ca-
lendário Maia, que começa em 3114/3113 a.C., e o calendário Chinês, que começa em 2.698
a.C. Tais calendários começam entre as datas obtidas com o texto Massorético e com o texto da
Septuaginta.
18
Além disso, a cidade mais antiga da China, que seria a primeira capital, pertencente à cul-
tura Liangzhu, que, segundo os arqueólogos, existiu entre 3.400 a.C., e 2.250 a.C., tem idade
estimada entre 3.300 a.C., e 2.000 a.C., também situada dentro da data-limite do Dilúvio.
Outra grande civilização antiga, também nos fornece datas de início estimadas compatíveis
com a data-limite do Dilúvio, como a egípcia, não obstante as incertezas inerentes à datas tão
antigas. Tal civilização, considerando o período pré-dinastico, começou antes de 3.100 a.C., com
incertezas, podendo chegar a até 4.000 a.C., especulativamente. As idades da cultura egípcia,
não obstante haver um suposto concenso entre os arqueólogos e egiptólogos, existem sérios ques-
tionamentos sobre sua validade absoluta. Um documentário, Patterns of Evidence: The Exodus”
(“Padrões de Evidências: O Êxodo”), do pesquisador e cineasta, Tim Mahoney, questiona isso
320
,
com dados arqueológicos, para mim, muito claros e convincentes.
A cultura Sheikh Muftah, considera-se, que se desenvolveu entre 3800 e 2.900 a.C. (idade
estimada com base em quatro datas obtidas com o método de datação Carbono-14), e a primeira
dinastia, estima-se tenha começado em 3.200 a.C., estendendo-se até 2.778 a.C., como se pode
ver, existem variações de datas de acordo com a fonte consultada. Mas também estão localizadas
dentro da data-limite do Dilúvio.
A construção da Grande Pirâmide, considerada como tendo sido construída por Queóps, ou
Khufu, da quarta dinastia, cujo reinado se estendeu de 2.551 a 2.528 a.C. (século XXVI a.C.)”
124
,
também está dentro da data-limite.
Outras evidências interessantes são o período de vida das árvores gigantes, as sequoias, da
Califórnia, cuja árvore mais antiga remonta a 2.635 a.C., não obstante seu período de vida ser
considerado ilimitado. Além delas, os pinheiros tipo Bristlecone, também se sobressaem em ida-
de, sendo que o mais antigo deles, o Prometheus, considerado o Matusalém das árvores, atingiu a
idade de 2.898 a.C., baseado em 1964, quando foi cortado para estudos (um absurdo acadêmico!).
Um evento limite, traçou uma linha divisória para a vida desses tipos de árvores, tendo sido
extintas antes, nesse evento, recomeçaram a vida fornecendo-nos a data aproximada de sua ex-
tinção, cerca de três mil anos antes de Cristo. E tais idades também se enquadram na data-limite
do Dilúvio.
Especulando um pouco sobre as sequoias, imagino qual seria o tamanho – centenas de metros
de altura e dezenas de metros de diâmetro - que elas atingiam antes do Dilúvio, cujo clima era
o ideal para seu desenvolvimento, se elas são os maiores organismos da Terra hoje, quando tudo
conspira contra para que elas cresçam e possam atingir todo o seu potencial genético!
19
A primeira evidência da ocorrência do Dilúvio, seu propósito principal, é uma das mais fá-
ceis de ser demonstrada, pois já faz parte dos livros-textos de geologia, paleontologia e biologia,
ligada a Teoria da Evolução. Só que tais evidências são apresentadas num contexto diferente, do
que tratarei aqui.
Quando estudo as extinções relatadas a seguir, me ocorrem os versos do Gênesis
1
sobre um
dos objetivos do Dilúvio, o extermínio da vida na Terra, como citado aqui:
[...] farei desaparecer da face da Terra o homem que criei, o homem e o animal, os répteis
e as aves do céu... (Gênesis 6:7);
[...] para consumir toda carne em que há fôlego de vida debaixo do céu; tudo que há na
Terra perecerá.” (Gênesis 6:17);
E o resultado após o Dilúvio:
[...] pereceu toda carne que se movia sobre a terra, tanto de ave como de animais domésti-
cos e animais selváticos, e de todos os enxames de criaturas que povoam a terra, e de todo
homem. Tudo o que tinha fôlego de vida em suas narinas, tudo o que havia em terra seca
morreu. Assim, foram exterminados todos os seres que havia sobre a face da Terra; o homem
e o animal, os répteis e as aves do céu foram extintos da Terra; cou somente Noé e os que
com ele estavam na Arca. (Gênesis 21-23)
1
.
O que está escrito nesses versos realmente ocorreu, conforme demostraram as evidências
obtidas pelas disciplinas da Ciência (Ciência tendo como raiz Scientia – em latim - que signica
conhecimento, saber) nestes últimos 200 anos de pesquisas geológicas, paleontológicas, históricas
e genéticas, não obstante os cientistas as interpretarem, na minha visão, isso de uma maneira
equivocada.
As evidências são mostradas como uma sequência histórica ao longo de cerca de 600 milhões
de anos, a partir de 540 milhões de anos, – baseadas nas camadas sedimentares – e que são usadas
para provar a teoria da evolução (não obstante prova só ser possível em matemática).
O que por sua vez, também explica o porquê dos fósseis em determinadas camadas – um
raciocínio circular - e não como um único evento, que ocorrera no passado compactando tal pe-
ríodo, e a criação das camadas sedimentares, com os fósseis em seu interior, em apenas um ano.
Atribuem diversos eventos distintos de extinção e com causas distintas, como apresentarei mais
à frente.
Ou seja, o Modelo do Dilúvio Bíblico falsea a Teoria da Evolução, com vantagens, pois é mais
abrangente – um único evento explica todas as observações geológicas e paleontológicas – e é mais
simples, pois não exige múltiplas teorias para explicar cada extinção. Como apresentarei, um
único evento unica todas as extinções e todas as observações separadas, como uma sequência
de causa e efeito.
As informações da geologia e da paleontologia nos relatam a ocorrência de seis grandes
extinções em massa, que são admitidas pelos cientistas dessas áreas, e que servem de suporte à
Teoria da Evolução, quais sejam
288
:
a) Extinção Cambriana (período compreendido entre 542 milhões e 488 milhões de anos),
marca o m desse período. Extinguiu, segundo o que a Ciência admite, diversas espécies de
equinodermos, braquiópodes e conodontes; duas teorias tentam explicar a extinção, uma
glaciação ou uma diminuição do oxigênio livre nos oceanos;
b) Extinção Ordoviciana (há 444 milhões de anos atrás), no m desse período geológico,
Capítulo 3 - As teorias cientícas de extinções em massa -
Seis extinções.
20
exterminou as trilobitas, braquiópodes, crinoides e equinoides. Discute-se se a extinção foi
ocasionada por uma explosão de raios gamas, de origem desconhecida, acabando com a
camada de ozônio e deixando passar os raios UV, e provocando uma era glacial;
c) Extinção Devoniana superior (360 milhões de anos atrás) e, carbonífera inferior, exter-
minou cerca de 70% da vida marinha, sobretudo corais, estromatoporóides e placodermos;
as causas desta extinção ainda não são conhecidas. Várias conjecturas tratam de impactos
de meteoros em larga escala, glaciação – de novo –, queda de temperatura global, redução
do dióxido de carbono e, novamente, redução do nível de oxigênio livre nos oceanos;
d) Extinção Permiana (251 milhões de anos atrás), é considerada a maior de todas as extin-
ções em massa, onde foram exterminadas cerca de 96% dos gêneros marinhos e 50% das fa-
mílias existentes. Desaparecimento quase total dos trilobitas, que já pereceram na extinção
Ordoviciana, estão aqui de novo, além de estarem vivos ainda, cujo exemplar vivo atual é o
límulo ou caranguejo ferradura – estranho não ter evoluído! A causa da extinção é atribuída,
possivelmente à formação do supercontinente Pangeia, outra teoria é a supererupção de um
também supervulcão na Sibéria;
e) Extinção do Triássico-Jurássico (cerca de 200 milhões de anos atrás), em que cerca de
20% de todas as famílias marinhas e de arcossauros (com exceção dos dinossauros) foram
extintas. O mesmo ocorreu com os grandes anfíbios daquela época; várias teorias tentam
explicar a extinção, tais como, mudança no clima, no nível dos oceanos, impactos de aste-
roides, mais supererupções vulcânicas, aquecimento global e resfriamento global, mas não
dão conta de todo o problema;
f) Extinção cretáceo/terciário, também conhecida como extinção k-t, ou ainda Extinção
cretáceo/paleogeno onde se acredita os dinossauros foram extintos e cerca de 60% da vida
terrestre desapareceu da terra. O período terciário foi desdobrado e em seu lugar foram
incluídos o paleógeno e o neógeno. A teoria mais aceita para esta extinção é o impacto de
asteroide, identicado como o de Chicxulub, em Yucatan, no México.
Temos ainda como evidência de extinção em massa, os imensos depósitos de carvão, es-
palhados pelo mundo, além dos imensos depósitos de petróleo, que movem a civilização atual,
ambos, produtos da extinção em massa das orestas gigantescas antediluvianas, na minha visão e
dos criacionistas, e da imensa quantidade de animais que foram sepultados nos sedimentos, além
de todos os fósseis. Tratarei, com maiores detalhes estas evidências, mais à frente.
Resumo das Evidências Observacionais – Capítulo 3 - As teorias cientícas de extinções
em massa – seis extinções
As declarações de Gênesis foram amplamente demonstradas nas seis extinções em massa
descobertas pela paleontologia e pela geologia, nas camadas sedimentares de toda a Terra.
Devo ressaltar que até o advento do Uniformitarismo na geologia, proposto por James Hut-
ton (1726-1797), apoiado e detalhado por Sir Charles Lyell (1797-1875), com seu livro “Principles
of Geology (Princípios de Geologia), (1830 a 1833), em contraste ao catastrosmo vigente até
então e da Teoria da Evolução de Charles Darwin (1809-1882), com o livro A Origens das Espécies
(1859), os fósseis sempre foram considerados como evidências da ocorrência do Dilúvio bíblico.
Um aspecto relevante é que Charles Darwin foi um amigo próximo de Lyell, e Lyell foi um
dos primeiros cientistas proeminentes a apoiar The Origin of Species (A Origem das Espécies)
1400
.
As duas teorias se apoiavam e se apoiam mutuamente.
O Uniformitarismo estabelece que causas presentes estiveram agindo no passado e provê o
tempo (milhões de anos) para a formação lenta das camadas geológicas, em oposição direta ao
catastrosmo. Como os fósseis estão nas camadas sedimentares, os mesmos foram sendo deposi-
tado ao longo do mesmo período, e com a Teoria da Evolução, isso passou a ser associado à origem
das espécies, como Darwin propunha.
Esses são os pilares do paradigma vigente na Biologia, Paleontologia e Geologia.
Mas os mesmos dados podem ser interpretados de maneira diferente, numa cosmovisão ca-
tastrosta dos eventos passados. Isso cará claro ao longo desta pesquisa.
21
Não é só a Bíblia que nos conta a história do Dilúvio.
Muitos outros povos, que desconheciam a Bíblia, guardaram lembranças dessa catástrofe nas
suas tradições e relatos escritos, 272 relatos ao todo
2
.
Noé foi imortalizado na mesopotâmia como o Utnapishtim, na Palestina como Leviatã, e na
Grécia como o Grande Deucalião
3
.
Figura 5: O Dilúvio. Museu de Belas Artes de Nantes, 1911 - Léon Comerre (1850-1916).
Créditos: WIKIPEDIA. 2009.
Na cidade de Nínive foram desenterradas tábuas de argila, da Biblioteca do rei assírio Assur-
banipal (669-627 a.C.), contendo o relato de Gilgamesh, em que Utnapishtim conta a história de
um dos relatos do Dilúvio
3
, registrados pelos povos antigos.
Capítulo 4 - As tradições dos povos sobre o Dilúvio - As
evidências históricas.
22
Figura 6: Tablete de argila com rela-
to do Dilúvio de Gilgamesh, escrita cuneiforme.
Créditos: PEEL, 2010.
O livro Em Busca da Arca de Noé (p. 30)
4
nos informa que a história do Dilúvio “[...]pode ser
encontrada, sob diferentes formas, nos relatos culturais de mais de 200 civilizações, passadas e
presentes.”
Dave Balsiger e Charles E. Sellier Jr., autores, citam relatos de outros povos sobre o Dilúvio,
que reproduzo abaixo:
As lendas chinesas do Dilúvio estão entre as mais impressionantes da Ásia. Dizem que uma
inundação devastadora ocorreu por volta de 2.300 a.C. (um dos relatos especica a data de
2.297 a.C). A inundação foi causada pelo transbordamento dos grandes Rios e pelo aumento
do nível do mar. O herói chinês, Fah-le, escapou da destruição com a esposa e três lhos.
Outras tradições da China continental dizem que todos os chineses são descendentes de
Nu-Wah, um ancestral que se distinguiu vencendo uma inundação
4
.
O número de oito pessoas do relato Chinês está de acordo com o Gênesis, e o nome Nu-Wah
possui quase o mesmo som de Noé. A data da ocorrência também está próxima daquela obtida
pela Bíblia, 2.348 a.C., pelo texto Massorético. Os autores do livro Em Busca da Arca de Noé se
perguntam se o “Nu-Wah chinês e o Noé bíblico não eram a mesma pessoa”
4
.
Os caracteres chineses a seguir, são representativos do Noé Fah-le, ou Nu-Wah. O primeiro
ideograma representa a palavra barco, é uma composição das palavras vaso, oito, bocas ou pes-
soas, exatamente os oito humanos que sobreviveram ao Dilúvio.
23
Figura 7: Palavra “barco” em chinês é uma palavra
composta por vaso, oito, bocas ou pessoas.
Figura 8: O símbolo chinês para o Nu-wah (Noah),
que era o seu grande herói e dos quais os chineses
são descendentes.
Créditos: MCQUEEN, 2011.
A Dra. Ethel Nelson (especialista em pictograa linguística chinesa), informa que encontrou,
em vasos cerimoniais chineses de bronze, dentro dos vasos, caracteres chineses que falam de Noé.
Tais vasos pertenceram à dinastia Shang, de 1.700 a.C, e são anteriores à própria escrita do livro
do Gênesis
2
.
Figura 9: Vasos da Dinastia Shang, trípode ding, período Henan, sec. XIII-XII a.C.
Créditos: WIKIMEDIA, 2012.
Você pode estudar por você mesmo(a) toda a pesquisa da Dra. Ethel e do Reverendo Kang,
sobre os ideogramas antigos chineses, no seu livro publicado em português, pela Sociedade Cria-
cionista Brasileira, Descoberta do Gênesis na Língua Chinesa, disponível aqui
324
.
Dave e Charles
4
citam também a lenda dos Esquimós do Alasca e dos índios Navajos:
Os esquimós do Alasca contam a história de uma inundação com um terremoto simultâneo.
Os que sobreviveram - e foram muito poucos - fugiram em canoas ou se refugiaram nos picos
mais altos.
Na América, existem 58 relatos diferentes sobre o Dilúvio. Os índios Navajos acreditavam
que o Grande Canyon era uma decorrência da Grande Inundação.
[...] os índios já tinham seus diversos relatos da inundação antes do contato com os euro-
peus e de terem adquirido os conceitos cristãos do Dilúvio
4
.
Dave e Charles
4
citam ainda a lenda de Berose, um sacerdote caldeu do século III a.C., que
24
Fernand Navarra descreveu em seu livro Noah’s Ark: I Touched It (A Arca de Noé: Eu a Toquei)
5
:
O deus Cronos apareceu ao 10º rei antes do Dilúvio, Xisutros, e anuncia que em breve todos
os homens irão perecer num Dilúvio. Ordena-lhe... que construa uma embarcação e ali se
refugie com a família e os amigos mais queridos. Xisutros constrói uma embarcação, com
cinco estádios de comprimento e dois de largura, enchendo-a com alimentos e embarcando
com toda a sua família... O Dilúvio chega, traga o resto da humanidade e depois as águas
baixam.
Xisutros solta algumas aves e elas voltam, não tendo encontrado terra seca. Alguns dias
depois, ele solta as aves novamente. Elas voltam com lama nas patas. Solta-os uma terceira
vez e as aves não voltam mais. Xisutros percebe então que sua embarcação parou numa
montanha na Armênia
5
.
Ressalto que Noé é o décimo patriarca antediluviano. Dave e Charles
4
comentam ainda que:
Segundo a história, as pessoas do tempo de Berose ainda podiam ver os remanescentes do
navio de Xisutros nas montanhas Górdias, o antigo nome da região entre o Curdistão e o Lago
Van, a mesma área em que se encontra o Ararat.
As histórias de uma inundação universal são encontradas em todas as partes do mundo, com
uma única exceção: os relatos africanos estão limitados aos egípcios, na África do Norte.
História da inundação são encontradas no extremo norte do mundo, entre os esquimós da
América do Norte e os povos siberianos da União Soviética, os povos da Finlândia e da Islân-
dia. Ao Sul descobrimos relatos similares entre os Maoris da Nova Zelândia, os aborígenes
australianos e os nativos da Terra do Fogo, na extremidade da América do Sul. Muitos dos
relatos constam dos registros antropológicos de civilizações passadas, outros foram simples-
mente transmitidos oralmente de geração para geração
4
.
Na maioria, os relatos diferem consideravelmente entre si, nos detalhes, mas estão de acor-
do nos seguintes pontos:
a) a causa foi moral;
b) um homem se salva com sua família e/ou com amigos;
c) o mundo cou despovoado, com exceção do item b;
d) os animais estavam presentes
4
.
Dave e Charles acrescentam:
Há ainda outros pontos comuns encontrados frequentemente nos diferentes relatos, aumen-
tando ainda mais a credibilidade do relato Bíblico, segundo Dr. Custance.
1) Nos relatos extra bíblicos, os sobreviventes sempre vão parar numa montanha local. No
relato hebraico, a Arca vai pousar longe da Palestina, numa região distante da qual a maio-
ria do povo Hebreu não possuía conhecimento direto.
É uma circunstância incomum, porque todos os outros relatos sobre o Dilúvio informam
que a Arca pousou numa montanha local. Na Grécia, foi no Monte Parnaso, na Índia, nos
Himalaias, e na América, segundo uma antiga tradição dos índios, no Pico Keddie, no Vale
de Sacramento.
[...] 2) Alguns desses relatos concordam com a Bíblia na declaração de que oito pessoas
sobreviveram
4
.
25
Figura 10: Mapa mundial parcial, das lendas do Dilúvio.
Créditos: ATEÍSMO, 2014.
Resumo das Evidências Observacionais – Capítulo 4 - As tradições dos povos sobre o Dilú-
vio – As evidências históricas
A história do Dilúvio, possui conrmação fora da Bíblia judaico-cristã, e é parte das tradições
de praticamente todos os povos antigos do mundo. Cada um acrescentando detalhes próprios de
sua cultura ou omitindo-os à medida que os detalhes originais vão se desvanecendo com o passar
dos séculos e das gerações.
Ficou marcado na memória coletiva dos povos a maior catástrofe que o planeta e a huma-
nidade já sofreram. Segundo consta, foi um julgamento efetuado pelo Criador do mundo e da
humanidade, para eliminar o mal que estava impregnado naquela humanidade, mas preservou o
único achado justo, pelos parâmetros do Criador, entre aquelas pessoas, preservando inclusive a
sua família, da qual todos nós descendemos.
Mas por que a história da Bíblia é a original, enquanto que as outras são derivadas?
A integridade da história do Dilúvio será demonstrada nesta pesquisa, não deixando dúvida,
de que ela relata um evento histórico, catastróco, no passado da história da Terra e da Huma-
nidade. Isso demonstrará que a história da Bíblia é a descrição real do evento, ao passo que as
demais, mesmo preservando o núcleo de informações básicas, foram sendo desguradas com o
passar dos séculos.
Noé era o décimo patriarca antediluviano, o que conrma a declaração de Berose, do século
III a.C.
26
Apresentarei as evidências da ocorrência de um Dilúvio universal, obtidas por três áreas da
Ciência: a geologia, a paleontologia e a arqueologia.
A geologia nos mostrará se existem sinais, comprovados, na superfície da Terra, da ocor-
rência de uma inundação mundial; a paleontologia nos apresentará se existem vestígios de ex-
terminação em massa de animais, plantas e seres humanos em decorrência da ação da água; e a
arqueologia nos informará se existem registros de civilizações que desapareceram soterradas pela
ação da água.
Parcialmente isso já foi demonstrado com o reconhecimento das seis extinções em massa
relatadas no capítulo três, mas sob o viés da Teoria da Evolução e da Teoria da Coluna Geológica,
essas extinções não são consideradas como produto de um único evento, mas de seis eventos dis-
tribuídos ao longo de mais de 500 milhões de anos.
Entrarei no detalhe dessas teorias, demonstrando que a Coluna Geológica se formou em um
único evento e experimentos de laboratório demonstram isso.
Um detalhe importante a ser considerado neste caso, é que a Bíblia nos indica, indiretamen-
te, que o homem conviveu com os grandes animais pré-históricos, como os dinossauros, masto-
dontes e outros gigantes extintos, tanto antes do Dilúvio quanto depois de sua ocorrência. Estas
são as inferências do relato bíblico a serem consideradas e que, necessariamente, devem ser
demonstradas pelas observações, pelos dados coletados.
Evidências geológicas
Existem diversas evidências de que o nível das águas oceânicas foi muito mais elevado do
que atualmente, tais como os vários lagos e mares interiores salgados, e que estão acima do nível
do mar atual. O que os diferencia dos lagos produto do degelo glacial e da regressão das águas do
Dilúvio é a salinidade.
Entre eles destacam-se o Lago Van (1.662 metros acima do nível do mar), na Turquia e o Lago
Urmia (1.275 metros), no Irã
6(p.118)
.
Dave Balsiger e Charles E. Sellier Jr. nos informam que no Lago Van existe o darekh, uma
espécie de arenque, um peixe de água salgada, que predomina, atualmente, no Atlântico Norte
4
.
Os lagos Titicaca e Poopó, no Peru e Bolívia, estão, respectivamente, a 3.812 e 3.690 metros
acima do nível do mar
6(p.238-239)
e ambos são salgados
7(p.97)
. Os leitos salinos de Coipaga e Uyuni fo-
ram antigos lagos salgados e secaram, conforme demonstrou análise química efetuada. Em 1.875,
Alexandre Agassiz demonstrou a existência de fauna marinha de crustáceos no Lago Titicaca
7
.
O lago Tuz, na Turquia, também salgado, está a 899 metros acima do nível do mar
6(p.120)
. O
mesmo ocorre com o lago Uvs Nuur, na Mongólia, que está a 759 metros
6(p.77)
. O Mar Morto, em
Israel, está a 396 metros abaixo do nível do mar, mas é salgado
6(p.123)
. O lago Rudolf, no Kenya,
está a 375 metros acima do nível do mar
6(p.135)
, bem como o Lago Great Salt, nos Estados Unidos,
a 1.278 metros
6(p.19)
.
No território da ex-União Soviética, temos o lago Lssyk-Kul, a 1.609 metros
6
e o mar de Aral,
a 53 metros acima do nível do mar
6
. O mar Cáspio, está atualmente, a 28 metros abaixo do nível
do mar, fato este devido ao elevado índice de evaporação. O índice de salinidade do Cáspio é me-
nor do que o do oceano e existem peixes tanto do mar quanto dos rios vivendo neste mar.
Citando o livro Em Busca da Arca de Noé:
O Dr. Clifford Burdick, um geólogo contratado pelo governo turco para estudar o monte
Ararat (...), encontrou blocos de sal em formato de cubos, tão grandes quanto uma laranja,
perto da altura de 2.100 metros (...). Segundo ele, isso indica que houve um tempo em que
o oceano era centenas de metros mais alto que atualmente
4
.
Capítulo 5 - As evidências geológicas, paleontológicas e
arqueológicas.
27
Ou, por outro lado, as montanhas não eram tão altas!
Grant Richards, geologista e geofísico, também relata a descoberta do sal cristalizado em
grandes blocos, no Ararat, numa altitude de até 4.200 metros:
Existem almofadas de lava no Ararat até 4.200 metros de altura, indicando que se trata de
lava expelida do interior da terra quando o Ararat estava debaixo d’água. A água esfriou
rapidamente a lava, criando formações circulares parecidas com almofadas [...].
Os cones conglomerados encontrados no Ararat, diz o Dr. Burdick, constituem indícios adi-
cionais de uma inundação universal. Os conglomerados são de diversos tamanhos de rochas
que se fundiram juntas. São uma mistura de pedras arredondadas, solidicadas por um
agente como o carbonato de cálcio. Para produzi-los, são necessários o uxo de lava e a
ação violenta da água. Encontrar um cone conglomerado a 3.600 metros de altura no Ararat
indica que houve um tempo em que a área esteve submersa
2
.
Figura 11: Montanhas do Ararat, o pequeno à esquerda e o Ararat à direita.
Créditos: WIKIMEDIA COMMONS, 2006.
As rochas sedimentares também constituem evidências da ocorrência do Dilúvio. O Dr. Mor-
ris nos informa:
A maioria das rochas sedimentares da crosta da Terra, que são as que contém fósseis e que,
por isso, fornecem a base principal da interpretação geológica da história da Terra [...], foi
formada com sedimentos por águas em movimento. Algumas foram aparentemente forma-
das pelo vento, geleiras ou outros agentes, mas a grande maioria das rochas sedimentares
é de origem aquosa
2
.
Immanuel Velikovsky, em seu livro, Terra em Ebulição, relata também que:
O Himalaia, conjunto das maiores elevações do mundo, ergue-se como uma muralha de
1500 km de comprimento, ao norte da Índia. Estende-se desde Kashmir, a oeste, até além
do Butão, a leste, com muitos de seus picos elevando-se acima de 6.000 m. Entre eles se
encontra o Monte Everest, com seus 8.847 m de altura [...].
No entanto, qual não foi a surpresa dos cientistas do século XIX ao descobrirem que, até
o ponto onde escalaram, as rochas continham esqueletos de animais marinhos - peixes do
oceano e conchas de moluscos
7
.
Outra descoberta de ostras gigantes foi feita no Peru, em 2.001
182
na região central dos An-
des, a 3.750 metros de altura, e a 360 km do mar, atualmente, época em que o Oceano Pacíco
cobria ou cobrira a cordilheira.
As ostras são gigantes, possuindo entre um e dois metros de diâmetro e uns 200 quilos de
peso cada, e estão a 60 km de onde aconteceu outra descoberta, no nal de fevereiro de 2.001,
28
no Departamento Andino de Junin, e esta nova descoberta ocorreu numa colina perto da cidade
de Marcatuna, por ocasião da abertura de uma estrada.
O relato foi feito pelo geólogo suíço, da Universidade de Basiléia, Thomas Widmer, que de-
clarou que era a primeira vez que via moluscos desse tamanho fossilizados. Ele já havia encon-
trado ostras semelhantes, no Peru, mas menores. O artigo destaca que foi o paleontólogo Arturo
Vildózola Cuba, presidente da Sociedade Andina de Paleontologia, que fez a primeira descoberta,
cujos fósseis estavam expostos, perto da cidade de Acostambo, e tinham em média, 3,5 metros
de circunferência
182
.
Figura 12: Fósseis de conchas e ostras marinhas gigantes a 3 mil metros de
altura, nas montanhas dos Andes, Peru, encontradas em 2.001, por Arturo
Vildozola, paleontologista.
Créditos: OMNIOLOGICAL
Também foram encontrados fósseis de conchas marinhas no alto do monte Ararat, atrás do
Hotel Sim’Er, a sudeste de Dogubayazi, conforme atestam as imagens abaixo:
Figura 13: Fósseis de conchas marinhas encontradas no alto do Ararat.
Créditos: AALTEN, 2001.
É claro que muitos lagos acima do nível do mar, hoje, inclusive com peixes marinhos, são
resquícios do escoamento, regressão é o termo técnico, das águas oceânicas ao término do Dilú-
vio. E, montanhas elevadas, com camadas sedimentares, com fósseis marinhos em seu interior,
demonstram que as montanhas se elevaram depois do Dilúvio, elevando as camadas sedimentares
e os fósseis. Isso indica que não existiam montanhas tão elevadas antes do Dilúvio.
Sobre o processo de formação de montanhas após o Dilúvio, veja no Capítulo 18, tópico A
formação do Atlântico e o surgimento das cadeias de montanhas – Processo de Orogenia, nesta
pesquisa.
29
Blocos erráticos e ondas de maré
Uma catástrofe como o Dilúvio provocaria enormes transformações na superfície da Terra,
principalmente considerando o evento físico que o provocou, como apresentarei mais adiante.
A invasão de gigantescas ondas de maré, tecnicamente, transgressão marinha, deslocando-
-se em alta velocidade sobre a terra seca provocaria imensas destruições e imensa erosão, dei-
xando escombros espalhados pela frente da onda.
Sobre esta evidência, Velikovsky
7
relata, também em seu livro Terra em Ebulição, a desco-
berta de enormes blocos de rocha deslocados dezenas de quilômetros de seu ponto de origem,
denominados blocos erráticos, e que estão espalhados pelo mundo todo.
O naturalista suíço Horace Bénédict de Saussure (Voyages dans les Alpes, I, 1779, p.151, cita-
do por Velikovsky no seu livro Terra em Ebulição), do m do século XVIII, explica-nos que o oceano
invadiu os Alpes e deslocou imensos blocos de rochas, levando-os até as montanhas do Jura, a 600
metros acima do Lago Genebra.
Velikovsky
7
continua apresentando maiores detalhes das descobertas históricas, destacando
que alguns blocos erráticos tem milhares de metros cúbicos, e um desses, o bloco Pierre a Martin,
possui mais de 3 mil metros cúbicos.
Os blocos erráticos foram encontrados nas Ilhas Britânicas, tanto no litoral quanto nos pla-
naltos, em enormes quantidades, trazidos do Mar do Norte, trazidos das montanhas da Noruega,
por enormes distâncias. Também da Escandinávia vieram blocos para a Alemanha, espalhando-os
pelo país inteiro, e em alguns lugares são muito espessos, e em enorme quantidade. No alto das
montanhas Harz, no centro da Alemanha, também existem pedras da Noruega. Os blocos da re-
gião báltica, da Polônia, e sobre os Cárpatos, vieram da Finlândia, além daqueles depositados nos
montes Valdai, na região de Moscou até a área do Don
7
.
Na América do Norte, blocos erráticos extraídos do granito do Canadá e Labrador, espalha-
ram-se pelos estados do Maine, New Hampshire, Vermont, Massachussetts, Connecticut,
New York, New Jersey, Michigan, Wiscosin e Ohio. São vistos no alto das montanhas, nas
encostas e no fundo dos vales. Encontram-se na planície costeira, bem como nas Montanhas
Brancas e nos Berkshires, às vezes em cadeias não interrompidas. E nas montanhas Pocono
equilibram-se precariamente na borda da crista das montanhas. O viajante atento ca pas-
mo com o tamanho das pedras que encontra pelo meio da mata, trazidas e abandonadas em
alguma época passada, assustadoramente amontoadas
7
.
Alguns blocos erráticos são enormes. O bloco existente perto de Conway, no estado de New
Hampshire, tem 27 x 12 x 11,5 metros, e pesa cerca de 10.000 toneladas, o equivalente
à capacidade de um grande navio cargueiro. Igualmente grande é a Pedra de Mohegan, na
cidade de Montville, em Connecticut. O enorme bloco errático plano da região de Warren,
em Ohio, pesa aproximadamente 13.500 toneladas e cobre 3.000 m
2
. O Bloco de Ototoks, 50
km ao sul de Calgary, Alberta, é composto de duas partes de quartzito vindas de pelo menos
80 km a oeste, e deve pesar mais de 18.000 toneladas. No entanto, blocos de 75 a 90 m de
circunferência são pequenos em comparação com uma massa de pedra calcária existente
perto de Malmö, no sul da Suécia, que tem 5 km de comprimento, e 300 metros de largura
e entre 30 e 600 metros de espessura, e que veio de alguma distância desconhecida. (...)
É explorado como pedreira. Na Inglaterra, existe uma laje de pedra calcária semelhante,
igualmente trazida de outro lugar, sobre a qual, inadvertidamente, haviam erigido uma
aldeia. (...)
7
.
Darwin descobriu blocos erráticos nas ilhas Açores, em pleno Oceano Atlântico. J.G. Cum-
ming os encontrou perto do topo da ilha Man, no meio do mar da Irlanda, e no Labrador, eles se
encontram nas encostas das montanhas
7
.
Mas o maior bloco errático conhecido está localizado na Austrália central, juntamente com
outros grandes blocos, é o Ayers Rock, no Território Norte, de cor vermelha-escura. Possui 3,5 qui-
lômetros de comprimento, por dois quilômetros de largura e 350 metros de altura, acima do chão.
Não existe uma montanha próxima, de onde pudesse ter se originado. É um enigma geológico
8
.
Estas evidências vêm demonstrar a violência e velocidade das ondas de maré em sua trans-
gressão ao continente original, e, também, nos dá a dimensão da erosão que provocariam, pois
elas não deslizariam suavemente sobre a superfície da terra, mas a corroeriam violentamente,
acabando com o solo original, erodindo as rochas do continente (por processo de cavitação
1401
) e
depositando os sedimentos mais tarde, quando reduzisse a velocidade.
30
Figura 14: Ayers Rock, Austrália.
Créditos: LEOPOLD, 2008
Evidências paleontológicas
Dentre as evidências paleontológicas que analisarei no decorrer desta pesquisa, destaco as
seguintes:
Os leitos de carvão mineral tiveram sua origem em árvores de todos os tipos. Para se for-
marem leitos carboníferos de 30 centímetros de espessura, calcula-se que são necessários restos
vegetais com 3,5 metros de espessura.
Figura 15: Mina de carvão a céu aberto no estado do Rio Grande do Sul, Brasil.
Créditos: COMPANHIA RIOGRANDENSE DE MINERAÇÃO – CRM (apud
KLEIN, 2014).
Alguns veios de carvão às vezes chegam a 15 metros de espessura, necessitando de cerca
de 180 metros de restos vegetais para se formarem
7
. É uma quantidade de madeira inimaginável.
No entanto, existem, ainda, casos excepcionais, como: “Nas bacias carboníferas da Nova Escócia
31
e de Nova Brunswick, o leito carbonífero atinge uma espessura entre algumas centenas e 4.000
metros”, no Canadá
7
.
Um veio de carvão não ocorre isoladamente. Em alguns lugares se formaram dezenas de
leitos ou camadas sucessivas, de 60, 80 e até 100 ou mais, como no país de Gales, por exemplo.
Entre os veios de carvão existem fósseis de mexilhões e caracóis marinhos, crinoides do fundo do
mar, corais de águas oceânicas e peixes marinhos fossilizados
7
. A linhita, uma espécie de carvão,
existente em Geiseltal, na Alemanha, contém plantas e fósseis de quase todo o mundo.
A inferência lógica é que quando estava ocorrendo a deposição desses restos de plantas e
animais terrestres e marinhos, estava ocorrendo a invasão, transgressão oceânica. Que carreou
para o local do sepultamento o resultado da extinção em massa que estava ocorrendo naquele
momento, provocada por água.
Velikovsky
7(p.217-218)
nos informa, relatando descobertas de cientistas que estudaram esses
enormes depósitos, hoje de carvão, como algas e fungos existentes sobre as folhas que foram
preservadas no carvão, existem hoje em plantas de Java, do Brasil e de Camarões (Köck)
7
.
Ele também destaca que, além da ora tropical, que existe em Geiseltal, lá se acumularam
exemplares de plantas de quase todos os lugares do mundo. Os insetos encontrados nesse leito de
carvão, existem hoje na África, no Oriente Asiático, e em diversas regiões da América preservados
“numa pureza quase original (Walter Eweigelt) [...]”
7
.
As camadas de carvão, são um verdadeiro cemitério para a fauna de animais terrestres,
como répteis, aves e mamíferos, que inclui macacos, crocodilos, marsupiais, e até uma ave indo-
-australiana, um condor americano, cobras de regiões tropicais e salamandras do oriente asiático
(O. Kuhn). Os crocodilos vivem nos pântanos, outros animais em estepes
7
.
As plantas são de diversos habitats, bem como os animais, mas seu estado de preservação
também é incrível. “A clorola cou retida nas folhas encontradas na linhita (Weigelt e Noack)
7
.”
Se as folhas tivessem cadas expostas à luz e ao ar por longo tempo, teriam sido decompostas,
mas tudo indica que foram rapidamente soterradas, para preservar a clorola
7
.
Na linhita de Geiseltal, encontram-se estratos inteiros de folhas de todas as partes do mun-
do, contadas aos bilhões. Embora se apresentem despedaçadas, mantém intactas as bras
nas (nervação) e em alguns casos ainda são verdes.
Figura 16: Folhas fossilizadas, rapidamente soterradas para preservação de suas características.
Créditos: GALAXY(a); PITMAN, 2005 (b)
Observe, na imagem acima, à direita, que a maior parte da folha está numa única camada
sedimentar, mais escura, e uma pequena parte está atravessando múltiplas camadas sedimenta-
res (de cor cinza separada da seguinte, por uma linha de cor branca), chamadas de “varves”. A
geologia convencional considera que essas camadas nas, “varves”, se formam anualmente. Esta
única imagem é suciente para destruir esse conceito, para todas as camadas sedimentares se-
melhantes.
Velikovsky
7(p.218)
acrescenta ainda, que a preservação de animais, em forma de fósseis, tem
que ser rápida, pois as condições naturais em que uma carcaça ca exposta, rapidamente é de-
32
gradada, mas os músculos e a epiderme dos animais preservados no leito de carvão de Geiseltal,
mantiveram sua estrutura na (Voigt), e, no caso dos insetos, o esplendor original, não obstante
ser difícil encontrar um inseto inteiro, na grande maioria dos casos, só existem pedaços(Voigt).
Nilson está convencido de que os animais e as plantas encontradas em Geiseltal foram leva-
dos para lá pelas correntes de água vindas de todas as partes do mundo, mas basicamente
dos litorais e do cinturão equatorial do Oceano Índico e do Pacíco - de Madagascar, Indo-
nésia, Austrália e litoral ocidental das Américas. Uma coisa, porém, é evidente: o carvão se
originou em circunstâncias cataclísmicas. (Velikovsky
7(p.218)
).
A origem dos leitos de carvão
A teoria original sobre a origem dos leitos de carvão não resiste a uma análise mais rigorosa.
Immanuel Velikovsky reuniu dados que demonstram essa armação, conforme relata em Terra em
Ebulição
7(p.214-216)
.
Por todo o mundo, o carvão é encontrado em camadas, como as demais camadas sedimenta-
res da coluna geológica, cujas idades são atribuídas de acordo com os tipos de fósseis nelas exis-
tentes. No caso do carvão marrom, chamado de linhita, ele é uma massa compactada de restos
vegetais, não totalmente convertidos em carvão.
O carvão na base das camadas é composto basicamente por samambaias e cicadáceas, as
camadas acima são compostas por “sassafrás, louro, tulipeiro, magnólias, caneleira, sequoia,
choupo, salgueiro, bordo, vidoeiro, castanheiro, amieiro, faia, olmo, palmeira, gueira, cipreste,
carvalho, roseira, ameixeira, amendoeira, mirta, acácia, e muitas outras espécies”
7(p.214-216)
.
A teoria das turfeiras, uma das teorias existentes, que é utilizada para tentar explicar a
formação do carvão, pressupõe que foi um processo lento, de dezenas a até centenas de milhares
de anos. Mas as observações mostram o absurdo dessa inferência.
Sabe-se que se as plantas não forem retiradas do contado com o ar, elas se decomporão,
assim elas devem ser cobertas pela água doce de eventuais pântanos. O pântano desaparece e se
deposita areia acima, formando novo solo para novas plantas, e o processo se repete. Para que
exista areia entre as camadas, água corrente deve ter existido para transportar a areia. Só que o
mar também invadiu, pois existem conchas marinhas e fósseis são encontrados no topo do leito de
carvão. Para que isso fosse real, o mar deve ter coberto enormes regiões, e depois recuado, para
dar lugar a novas plantas. O problema é que isso deveria ter ocorrido 100 vezes, e, além disso, a
cobertura vegetal deveria ser enorme, dada a espessura das camadas de carvão
7(p.214-216)
.
Só que muitas árvores existentes nos leitos de carvão, não crescem nos pântanos, mas em
solo seco, e como tal se decomporiam e não formariam carvão. A teoria das turfeiras não suporta
uma análise dos dados.
[...] Em muitos casos o tronco fossilizado de uma árvore está incrustado no carvão com a
parte inferior voltada para cima - o que a teoria das turfeiras não explica. Ver também:
9
(vol. 4, p. 1784 a 1795)
.
Uma conclusão é certa, tendo em vista dos dados apresentados: os leitos carboníferos se
formaram rapidamente, num processo catastróco, em que invasão ou transgressão marinha se-
pultou camadas sucessivas de restos vegetais de gigantescas orestas que existiam em todo o
mundo, e, ao que tudo indica, ao mesmo tempo. A teoria de lenta deposição dos restos vegetais
não se sustenta diante dos dados observados.
Os leitos de petróleo e gás natural
O gás de cozinha e o petróleo são mais uma evidência paleontológica sobre a ocorrência do
Dilúvio, pois demonstram a extinção em massa de animais que habitaram a Terra. Do petróleo
são extraídos diversos produtos, tais como: a gasolina, o óleo diesel, os lubricantes e o asfalto,
entre outros.
As reservas de petróleo são estimadas em 645 bilhões de barris, que são consumidos a razão
de 19 bilhões ao ano. Nesse caso, as reservas petrolíferas abastecerão o mundo até o ano 2.024,
considerando os níveis atuais de consumo
9(vol.12, p.6309-6310)
. É claro que novas reservas de petróleo
33
podem ser encontradas, como foi o pré-sal na costa brasileira.
O petróleo e o gás natural são, normalmente, encontrados juntos. A origem de ambos é a
mesma: animais e plantas mortos, que com a grande pressão e calor nas profundezas da Terra, se
transformaram naturalmente em uma massa negra, líquida e pastosa. Um hidrocarboneto.
As teorias sobre a origem do carvão, gás e petróleo nos dizem que eles demoraram milhões
de anos para se formar
9(vol. 12, p. 6311), 290 (p. 1784-1785)
. Como a teoria das turfeiras.
Entretanto, experiências realizadas demonstram que tanto o petróleo quanto o carvão po-
dem ser formados rapidamente, em alguns casos, em menos de uma hora, conforme experiência
laboratorial relatada
289
:
Em um desses experimentos os cientistas do Bureau of Mines, nos Estados Unidos da Améri-
ca do Norte, aqueceram esterco de vaca a 380
o
centígrados, com pressões entre 140 e 350
atmosferas, durante 20 minutos, na presença de monóxido de carbono e vapor d’água. O
produto foi um óleo pesado de excelente qualidade. A produção foi de 3 barris de óleo por
tonelada de esterco. (...).
Outra experiência foi realizada pelo Dr. George B. Hill da Escola de Minas e das Indústrias
Mineiras, da Universidade de Utah, que submeteu amostras de celulose, glicose, xilose, e
outros materiais provenientes de madeira, a altas temperaturas e pressões, durante vários
intervalos de tempo.
O Dr. Hill vericou que quando o material era aquecido à razão de 5
o
por minuto, ocorria
espantoso aumento de temperatura, no intervalo de 220
o
a 260
o
centígrados. Este súbito
aumento de temperatura, que chegava a 200
o
, e mesmo a 400
0
, indicava o início de uma rea-
ção altamente exotérmica. As propriedades dos produtos eram semelhantes às encontradas
no antracito e nos carvões betuminosos de baixa volatilidade.
Hill concluiu: Estas observações sugerem que, na sua formação, os carvões de alta qualida-
de, isto é, antracito e os betuminosos de baixa volatilidade, que contém grandes concen-
trações de estruturas hidro carbonadas policíclicas foram provavelmente sujeitos a altas
temperaturas em algum estágio de sua história. Um possível mecanismo para a formação
destes carvões de alta qualidade poderia ter sido um aquecimento rápido durante curto
intervalo de tempo.
Sugiro que o calor de decomposição e do protoplasma dos materiais soterrados pelo Dilúvio,
o calor gerado pela compressão, e o aumento de temperatura com a profundidade, pode-
riam facilmente ter sido adequados para o início da reação exotérmica observada. A reação
ter-se-ia realizado até o m, produzindo os nossos depósitos de óleo e carvão em questão
de dias ou semanas após terem sido soterrados pelos sedimentos provenientes do Dilúvio
289
.
Esta experiência demonstra que não são necessários milhões de anos para formar os depó-
sitos de petróleo e gás natural. Apenas algumas horas ou dias, dentro das condições necessárias,
temperatura e pressão adequadas, já seriam sucientes para termos as reservas mundiais de pe-
tróleo e gás.
Resumo das evidências observacionais – Capítulo 5 – Evidências geológicas, paleontológi-
cas e arqueológicas – um resumo de evidências
Ficou claro, que o oceano invadiu a terra (que evento deagrou isso, você verá nos capítulos,
11, 12 e 13, nesta pesquisa), removeu blocos enormes de rocha e os transportou como os peque-
nos seixos que rolam nas correntes de rios de hoje, por longas distâncias, depositando-os quando
a velocidade da onda diminuiu.
Essa invasão marinha, chamada de transgressão marinha, possuía alta velocidade, e pro-
vocou erosão violenta no continente original (veja capítulo 10, 14, 16 e 18, sobre o continente
original da Terra), e quando a velocidade das ondas reduziu, ocorreu o processo de sedimentação,
de extensão planetária (veja capítulo 14, sobre sedimentação planetária), depositando em seu
interior os restos mortais de árvores e animais que foram mortos afogados e dilacerados pela vio-
lência das ondas.
Dentro dessas camadas sedimentares, encontramos os restos mortais de animais, hoje cha-
mados de fósseis pelos paleontólogos. Muitos restos não fossilizaram, e se transformaram em
34
petróleo e gás, devido à temperatura e pressão elevadas a que tais restos mortais foram expostos
(talvez por quilômetros de sedimentos ou por quilômetros de água que durante meses estiveram
acima deles).
As árvores mortas se transformaram em carvão mineral ou de pedra, ou ainda, às que utua-
ram muito tempo, em restos petricados de árvores que encontramos em todo o mundo.
Este capítulo é uma amostra das evidências que se seguirão, acumulando-se e somando-se
num conjunto de dados, cuja interpretação nal é a conrmação do Dilúvio, tal qual narrado em
Gênesis, criando uma cosmovisão sobre a história passada da Terra e da humanidade.
As evidências arqueológicas serão apresentadas em capítulo especíco, o Capítulo 7.
35
A Teoria da Evolução nos informa que os animais que se transformaram em fósseis foram depo-
sitados e sepultados nos sedimentos, após sua morte, e, lentamente, se transformaram ao longo de
milhares e milhões de anos.
E foram se acumulando na chamada coluna geológica – que é uma sequência de camadas sedi-
mentares, transformadas em rocha, num processo que também, segundo a teoria geológica, demo-
raria milhões de anos para se formar. (Apresentarei argumentos e evidências de que esse processo
não é assim, tão demorado).
O que descobri, no entanto, nos demonstra que o processo de formação dos fósseis, é um
processo rápido, pois só os animais e plantas que foram enterrados rapidamente – e dessa forma
retirados do contato com o ar e protegidos contra a decomposição - se converteram em fósseis. Do
contrário, apodreceriam rapidamente ou seriam devorados pelos animais ou bactérias necrófagas,
sem deixar vestígios.
Muitos fósseis se formaram por reposição. A água dissolve e arrasta a substância original da plan-
ta ou animal. À medida que a substância se dissolve, é substituída por minerais. Na perminera-
lização, minerais enchem os pequenos espaços aéreos dos ossos ou conchas sem mudar a forma
original do ser vivo. Os ossos ou concha verdadeiros continuam ali existindo, reforçados pelos
sais minerais. Na carbonização, as folhas das plantas ou as partes dos animais convertem-se em
carvão. Outras substâncias químicas se desvanecem, deixando um registro da forma da planta ou
animal, que surge como uma na película de carvão
9 (vol. 6, p.3442)
.
As árvores petricadas também se formaram rapidamente, pois do contrário teriam sido decom-
postas antes de se fossilizarem, bem como os fósseis de esponjas – que se decompõem em algumas
horas após a sua morte -, cujas estruturas estão perfeitamente preservadas em sílex
10 (p.38)
.
A árvore fossilizada, apresentada nas guras 17, 18 e 19, a seguir, possui cerca de 10 metros de
altura, e é uma das centenas encontradas perto de Cookville (Figura 17), Tenessee, nos EUA, na mina
de carvão Kettles. A base desta árvore começa em uma camada de carvão, e se projeta para cima,
através de numerosas camadas sedimentares, chegando nalmente até outra camada de carvão.
Derek Ager, um dos melhores estratigrastas do mundo, reconhece que árvores em pé, com até
10 metros de altura, encontradas em Lancashire, a noroeste da Inglaterra foram sepultadas muito
rapidamente nos sedimentos, do contrário teriam apodrecido e caído ao chão.
Figura 17: Árvore petricada com 10
metros de altura, Cookville, Tenes-
see, EUA, mina de carvão Kettles.
Figura 18: Árvore petricada. Figura 19: Árvore petricada, com
cerca de 10 metros de comprimen-
to, atravessando diversas camadas
sedimentares. É a mesma árvore da
esquerda (a), originalmente foto-
grafada pela National Geographic,
em 1975.
Créditos: BIBLE (a); UNIVERSO, 2008 (b); PINTEREST (c)
Capítulo 6 - Evidências peleontológicas - A formação dos
fósseis e das extinções em massa.
36
A sua conclusão, óbvia, é de que o processo de sedimentação é muito rápido, contínuo e
uniforme. São conhecidas árvores fossilizadas em pé, atravessando muitas camadas sedimentares,
em muitas partes do mundo
11 (p.49)
.
Figura 20: Árvores petricadas em pé.
Créditos: NEPHICODE
Destaque-se que não existem evidências de longos períodos entre as camadas sedimentares,
onde se encontram as árvores petricadas. Ou seja, erosão intercamadas, o que demonstraria
passagem de tempo entre a formação de uma e outra camadas.
Figura 21: Árvore petricada lycopsid, provável Sigillaria, forma-
ção Joggins (Pennsylvanian), Cumberland Basin, Nova Scotia.
Créditos: RYGEL; WIKIPEDIA.
37
Figura 22:Árvores petricadas em pé.
Créditos: MORRIS, 2009.
Tanto a imagem da árvore fossilizada (Figura 23), quanto dos fósseis a seguir apresentados
(Figura 24), encontrei no site Bible
12
, e que recomendo para maiores detalhes.
Figura 23: Fósseis poliestratos de árvores fossilizadas. Livro texto de geologia.
Créditos: PITMAN, 2001.
O camarão fóssil, apresentado na Figura 24 a seguir, também nos mostra que o sepultamento
foi muito rápido, preservando os tecidos macios que os detalhes demonstram, de forma que nem
os predadores naturais, nem os carniceiros dos oceanos, nem tampouco as bactérias necrófagas
tiveram tempo de devorá-lo.
38
Figura 24: Camarão fossilizado.
Créditos: BIBLE.
Pegadas de aves na areia e ondulações suaves formadas pelo uxo de água sobre a areia
são características sedimentares muito temporárias e sua preservação em rochas, fossilizadas,
demonstra a necessidade de rápida sedimentação. Uma vez formada essas marcas efêmeras, sua
cobertura deve ser imediata, de forma a evitar ser corroída por novo uxo, a erosão. A camada
sedimentar que preserva as marcas deve ser depositada rapidamente e suavemente. As camadas
subsequentes, também, de forma a se preservar o material abaixo
12
.
As estrias onduladas são tão comuns que já foi dito, se qualquer plano de estraticação é
seguido longe o suciente, marcas onduladas serão vistas. Elas estão presentes em pratica-
mente todo o tipo de rocha sedimentar.
A implicação é que todos os tipos de rochas sedimentares são formadas rapidamente e
assim fez a camada acima dela e da que está acima dela e assim por diante. Uma vez que
esta imagem se desenvolve em nossas mentes, torna-se claro que não estamos olhando
para eventos isolados, separados por longos períodos de tempo, mas uma rápida série de
eventos
12
.
As imagens
57
a seguir demonstram essas marcas efêmeras, preservadas em rocha fossilizada:
Figura 25: Ondulações preservadas em rocha (a); pegadas de aves fossilizadas (b).
Créditos: BIBLE.
As imagens a seguir (Figura 26) também nos demonstram a rapidez com que o material a
ser fossilizado foi retirado do contado com a atmosfera, pois do contrário, as samambaias teriam
39
murchado, e a outra teria voltado à posição distendida e não curvada como se observa, e não
teríamos estes belos fósseis
12
.
Figura 26: Samambaias fossilizadas.
Créditos: BIBLE.
As imagens a seguir (Figuras 27, 28 e 29) são ainda mais enfáticas, em relação à rapidez em
que se deu a sua morte e o seu sepultamento, pois os peixes estavam se alimentando de um peixe
menor (observe a boca dos peixes), quando foram surpreendidos e soterrados pelos sedimentos,
transformando-os em fósseis, juntamente com suas vítimas.
Figura 27: Fóssil de peixe, soterrado ao se alimentar, maior devorando o menor.
Créditos: BIBLE.
Figura 28: Fósseis de peixes, soterrados ao se alimentarem, maior devorando o menor.
Créditos: SIXDAYS.
40
Figura 29: Peixes fossilizados.
Créditos: GALAXY.
As próximas imagens (Figura 30) de fósseis são de águas-vivas e são um exemplo semelhante
ao do camarão, pois as suas partes moles se decompõem rapidamente, e, também, não poderiam
ser preservadas.
Figura 30: Água-viva e água-viva fossilizadas.
Créditos: BIBLE(a); SIXDAYS(b); BIBLE (c).
Uma bolsa de tinta de uma lula fossilizada (veja Figura 31), juntamente com o pigmento de
melanina, ainda funcional, também atesta a deposição, sepultamento e respectiva fossilização
rápida, dos exemplares encontrados, além do fato de que tanto a lula quanto os pigmentos de
melanina são iguais aos das lulas atuais
1389
.
41
Figura 31: Bolsa de tinta de uma lula fossiliza-
da com idade estimada em 160 milhões de anos.
Créditos: BRITISH GEOLOGICAL SOCIETY (apud JANZEN, 2012).
Outros exemplos de fossilização rápida são os vermes fossilizados, conforme nos demonstra
a Figura 32, encontradas aos milhares, em vários lugares, perto de Glen Rose, no Texas (EUA). Um
detalhe importante a ser ressaltado é que o fóssil é tridimensional, demonstrando a rapidez da
fossilização, de forma a preservar este aspecto, pois a própria pressão dos sedimentos acima dos
vermes poderia tê-los esmagado (caso não fossem rapidamente transformados em pedra).
Figura 32: Verme fossilizado.
Créditos: BIBLE.
Nem todos os animais mortos no Dilúvio fossilizaram, como os mamutes que veremos em
capítulos próprios (Capítulos 6 e 15), mas também é o caso de dinossauros encontrados nos depó-
sitos de Colville River, no oeste do Alasca, na Baía de Prudhoe. Os ossos encontrados na tundra
congelada, de um dinossauro bico-de-pato vegetariano e de outras criaturas, que viveram em
um clima subtropical para temperado, são frescos, diz o paleontólogo Phil Currie, não obstante
possuírem mais de 65 milhões de anos, segundo a Teoria da Evolução e a geologia. A estrutura
dos ossos é porosa, como madeira balsa, e não sofreram a mineralização, típica da fossilização.
É bem possível, inclusive, que tenha sido preservado até algum DNA desses animais, encontrados
42
soterrados no Alasca
12
.
O estado de conservação dos ossos do dinossauro se assemelha aos ossos de mamutes en-
contrados na tundra, logo devem ter morrido juntos, no mesmo evento, minha melhor inferência
face aos dados apresentados.
Outra descoberta desconcertante foi a de células sanguíneas vermelhas (glóbulos verme-
lhos), perfeitamente preservadas, encontradas ainda em um vaso sanguíneo, em um osso de
dinossauro, com idade atribuída de pelo menos 65 milhões de anos. Tais células deveriam ter-se
fossilizado completamente há milhões de anos, juntamente com os ossos, se a ideia de que os
dinossauros foram extintos há mais de 60 milhões de anos fosse correta, o que esta prova demons-
tra, é que tal teoria é completamente infundada
12, 46
, pois o estado de conservação se assemelha
aos dos mamutes congelados, que também possuem células sanguíneas preservadas, como apre-
sentarei mais à frente.
Aliás, o próprio fato de se descobrir ossos congelados de dinossauros, no Alasca, juntamente
com outros ossos, que a fonte citada não identica se eram de animais da megafauna ou não,
coloca em um mesmo momento no tempo, a morte dos dinossauros, a glaciação e a morte dos
mamutes.
Esta descoberta, amparada por uma prova irrefutável, é suciente para pôr em dúvida a Evo-
lução e os longos períodos de tempos por ela exigidos, pois ca claro que os dinossauros morreram
e foram sepultados pelo mesmo evento que matou e sepultou os mamutes no solo congelado do
Alasca, e cujas teorias, (as eras glaciais) atualmente em voga, colocam tal evento há apenas al-
guns milhares de anos.
Figura 33: Sangue extraído de osso de dinossauro.
Créditos: BIBLE.
Mas não apenas células sanguíneas foram encontradas intactas, um coração de dinos-
sauro (Figuras 34 e 35) também foi encontrado, só que fossilizado, juntamente com o esqueleto do
dinossauro, conforme as imagens abaixo nos demonstram.
Este fato é mais uma forte evidência da rapidez com que ocorre a fossilização, pois o
coração, à semelhança dos demais músculos e da carne animal, são decompostos durante o pro-
cesso de fossilização, a menos que a mineralização ocorra rapidamente.