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Blocos erráticos e ondas de maré
Uma catástrofe como o Dilúvio provocaria enormes transformações na superfície da Terra,
principalmente considerando o evento físico que o provocou, como apresentarei mais adiante.
A invasão de gigantescas ondas de maré, tecnicamente, transgressão marinha, deslocando-
-se em alta velocidade sobre a terra seca provocaria imensas destruições e imensa erosão, dei-
xando escombros espalhados pela frente da onda.
Sobre esta evidência, Velikovsky
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relata, também em seu livro Terra em Ebulição, a desco-
berta de enormes blocos de rocha deslocados dezenas de quilômetros de seu ponto de origem,
denominados blocos erráticos, e que estão espalhados pelo mundo todo.
O naturalista suíço Horace Bénédict de Saussure (Voyages dans les Alpes, I, 1779, p.151, cita-
do por Velikovsky no seu livro Terra em Ebulição), do m do século XVIII, explica-nos que o oceano
invadiu os Alpes e deslocou imensos blocos de rochas, levando-os até as montanhas do Jura, a 600
metros acima do Lago Genebra.
Velikovsky
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continua apresentando maiores detalhes das descobertas históricas, destacando
que alguns blocos erráticos tem milhares de metros cúbicos, e um desses, o bloco Pierre a Martin,
possui mais de 3 mil metros cúbicos.
Os blocos erráticos foram encontrados nas Ilhas Britânicas, tanto no litoral quanto nos pla-
naltos, em enormes quantidades, trazidos do Mar do Norte, trazidos das montanhas da Noruega,
por enormes distâncias. Também da Escandinávia vieram blocos para a Alemanha, espalhando-os
pelo país inteiro, e em alguns lugares são muito espessos, e em enorme quantidade. No alto das
montanhas Harz, no centro da Alemanha, também existem pedras da Noruega. Os blocos da re-
gião báltica, da Polônia, e sobre os Cárpatos, vieram da Finlândia, além daqueles depositados nos
montes Valdai, na região de Moscou até a área do Don
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.
Na América do Norte, blocos erráticos extraídos do granito do Canadá e Labrador, espalha-
ram-se pelos estados do Maine, New Hampshire, Vermont, Massachussetts, Connecticut,
New York, New Jersey, Michigan, Wiscosin e Ohio. São vistos no alto das montanhas, nas
encostas e no fundo dos vales. Encontram-se na planície costeira, bem como nas Montanhas
Brancas e nos Berkshires, às vezes em cadeias não interrompidas. E nas montanhas Pocono
equilibram-se precariamente na borda da crista das montanhas. O viajante atento ca pas-
mo com o tamanho das pedras que encontra pelo meio da mata, trazidas e abandonadas em
alguma época passada, assustadoramente amontoadas
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.
Alguns blocos erráticos são enormes. O bloco existente perto de Conway, no estado de New
Hampshire, tem 27 x 12 x 11,5 metros, e pesa cerca de 10.000 toneladas, o equivalente
à capacidade de um grande navio cargueiro. Igualmente grande é a Pedra de Mohegan, na
cidade de Montville, em Connecticut. O enorme bloco errático plano da região de Warren,
em Ohio, pesa aproximadamente 13.500 toneladas e cobre 3.000 m
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. O Bloco de Ototoks, 50
km ao sul de Calgary, Alberta, é composto de duas partes de quartzito vindas de pelo menos
80 km a oeste, e deve pesar mais de 18.000 toneladas. No entanto, blocos de 75 a 90 m de
circunferência são pequenos em comparação com uma massa de pedra calcária existente
perto de Malmö, no sul da Suécia, que tem 5 km de comprimento, e 300 metros de largura
e entre 30 e 600 metros de espessura, e que veio de alguma distância desconhecida. (...)
É explorado como pedreira. Na Inglaterra, existe uma laje de pedra calcária semelhante,
igualmente trazida de outro lugar, sobre a qual, inadvertidamente, haviam erigido uma
aldeia. (...)
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.
Darwin descobriu blocos erráticos nas ilhas Açores, em pleno Oceano Atlântico. J.G. Cum-
ming os encontrou perto do topo da ilha Man, no meio do mar da Irlanda, e no Labrador, eles se
encontram nas encostas das montanhas
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.
Mas o maior bloco errático conhecido está localizado na Austrália central, juntamente com
outros grandes blocos, é o Ayers Rock, no Território Norte, de cor vermelha-escura. Possui 3,5 qui-
lômetros de comprimento, por dois quilômetros de largura e 350 metros de altura, acima do chão.
Não existe uma montanha próxima, de onde pudesse ter se originado. É um enigma geológico
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.
Estas evidências vêm demonstrar a violência e velocidade das ondas de maré em sua trans-
gressão ao continente original, e, também, nos dá a dimensão da erosão que provocariam, pois
elas não deslizariam suavemente sobre a superfície da terra, mas a corroeriam violentamente,
acabando com o solo original, erodindo as rochas do continente (por processo de cavitação
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) e
depositando os sedimentos mais tarde, quando reduzisse a velocidade.